Acusado da morte de menina em Capo-Erê vai a júri nesta quinta-feira

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Vai a júri popular, nesta quinta-feira (28), em Erechim, Marcos Antônio da Rosa, 26 anos, acusado de ter matado a menina Patrícia Fátima Sosin de Oliveira, de nove anos, em janeiro de 2015. O crime aconteceu no distrito de Capo-Erê, interior de Erechim.

Patrícia, que era vizinha do acusado, desapareceu no dia 28 de janeiro de 2015. Seu corpo foi encontrado em um milharal, próximo de sua casa, no dia 03 de fevereiro, depois de vários dias de buscas por órgãos de segurança e voluntários.

Marcos será julgado pelo estupro, morte e ocultação do cadáver, e diversos agravantes, como o de estar em embriagues preordenada, por motivo fútil e insignificante, por ter cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por ser contra criança, e por vilipendiar o cadáver.

Conforme a denúncia do Ministério Público, e depoimentos do réu, no dia do crime Marcos teria avistado a menina, sozinha, caminhando em via pública e aproximou-se dela, perguntando onde estava indo. Em seguida ela a agarrou pelos cabelos e levou-a para o mato, quando a vítima começou a se debater. Usando de violência, Marcos a teria estuprado, causando diversos ferimentos. No momento do estupro a vítima ainda estava com vida, pois ofereceu resistência física tentando evitar o crime.

Depois Marcos teria matado Patrícia, mediante golpes de faca. Além de cortar o pescoço da vítima. A necropsia apontou um ferimento de 20 cm de comprimento no pescoço da menina e outras 12 perfurações próximas da axila esquerda.

Em declaração à polícia, que consta no processo, marcos disse que matou a menina porque “sentiu vontade de matá-la naquele momento”. O Ministério Público considera que crime foi cometido por motivo fútil, insignificante e completamente desproporcional à natureza do crime praticado, pois uma das motivações de todo o crime seria em razão da criança ter-lhe cobrado o pagamento de uma pequena dívida oriunda da compra de drogas havida entre o Marcos e o padrasto da vítima, conforme declarou o denunciado à autoridade policial. Conforme a denúncia, o crime foi cometido com emprego de meio cruel, pois o denunciado cortou o pescoço da vítima (esgorjamento) e, logo em seguida, deixou-a sangrando e agonizando por cerca de um minuto, fazendo-a passar por intenso e desnecessário sofrimento físico e mental. Após, o denunciado desferiu na vítima mais 12 facadas na região axilar esquerda, fazendo-a agonizar até a morte.

No dia seguinte, por volta das 6h, Marcos, utilizando-se de uma enxada, ocultou o cadáver da vítima Patrícia. Na ocasião ele abriu uma cova rasa e enterrou o corpo da menina. Marcos disse também que no mesmo dia, por volta das 19h, voltou ao local onde havia enterrado o cadáver e constatou que a testa de Patrícia estava aparecendo. Então, o denunciado desenterrou o corpo e, utilizando-se da mesma enxada, enterrou-o em outro lugar, distante 20 metros do local anterior, a fim de dificultar a localização do corpo da menina. Dois dias depois do crime, em 30 de janeiro, por volta das 11h20, por considerar que a polícia estava próxima de localizar o corpo, ele voltou ao local onde havia enterrado o cadáver, desenterrou com as próprias mãos, carregou-o no colo, e jogou-o no meio do milharal, onde o corpo foi localizado em 3 de fevereiro.

A procura por Patrícia gerou grande mobilização da comunidade local e dos órgãos de segurança pública objetivando localizá-la. Durante todo o período foram feitas intensas buscas pela polícia com a ajuda da comunidade local.

Preside o júri, que começa às 9h20, o juiz Marco Antônio Agostini. A defensoria pública atuará na defesa do réu.