Aurora Alimentos cresce no mercado mundial de carnes, apesar dos desafios

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A Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo agroindustrial do País – obteve nas exportações de carnes 24% de sua receita operacional bruta, em 2015. No ano passado, a receita total fechou em R$ 7,7 bilhões de reais, dos quais, R$ 1,85 bilhão de reais foram vendas externas. O crescimento no comércio mundial foi da ordem de 35%.

“Melhoramos em todas as áreas o nosso desempenho internacional”, enfatizam o presidente Mário Lanznaster e o gerente geral de exportação Dilvo Casagranda. Com os resultados obtidos em 2015, a Aurora consolidou-se como a terceira maior exportadora de carnes de aves e de suíno do Brasil.

O negócio aves respondeu por 66% do total com um montante de R$ 1,24 bilhão, o negócio suíno participou com 33% do total com faturamento de R$ 612 milhões. Em volumes, foram embarcadas 290.402 toneladas (18,4% de crescimento) e, desse total, o negócio aves respondeu por 74% e o negócio suíno por 26%. Os volumes cresceram em face da entrada nas exportações do frigorífico de Mandaguari, em maio 2015, e na otimização da produção dentro das unidades da Aurora.

O volume de carne suína da Aurora exportado em 2015 cresceu 33% em relação a 2014, pautado na venda de pernil, paleta, lombo, carré, barriga, cartilagem e costela. Os principais mercados alcançados foram Hong Kong, Rússia, Angola, Américas, Cingapura, Eurásia, China e Estados Unidos.

As vendas externas de carne de frango cresceram 15% em relação ao ano anterior. Os principais produtos exportados foram perna inteira desossada, meio peito, asa, pés, coxa, moela, pele e cartilagem. Os principais mercados compradores foram Japão, China, Hong Kong, África do Sul, Rússia, Chile, Europa, Cingapura e Oriente Médio.

PROJEÇÕES

O presidente Mário Lanznaster destaca que a desvalorização do real, num primeiro momento, foi benéfica para os exportadores, pois, ajustou o câmbio, mas, em seguida veio o impacto nos custos: grande parte dos insumos da cadeia produtiva de carnes tem cotação mundial, como é o caso do milho e da soja (base da alimentação dos suínos e aves) com maior fatia na composição do custo de produção ou itens importados (minerais, vitaminas, máquinas e equipamentos).

Os países asiáticos constituem o mercado mais promissor para a Aurora, sendo os principais parceiros comerciais na importação de carnes de aves, com crescimento em carne suína. Por outro lado, há preocupação com o Acordo Transpacífico, do qual o Brasil ficou de fora, o que pode atrapalhar o desempenho do País no comércio mundial: os países exportadores que fazem parte do acordo serão privilegiados em alguns aspectos, seja no transporte, nas tarifas etc.

O Governo precisa fazer a sua parte auxiliando a indústria da carne na abertura de novos mercados, negociando acordos bilaterais que, efetivamente, são mais eficazes e impactam em diferenciais de valores significativos para a entrada em alguns mercados.

“O ano será desafiador”, na avaliação dos dirigentes da Aurora, em face da instabilidade econômica interna associada ao comportamento do dólar. Outro condicionante será a “possível retomada” de consumo no mercado doméstico, que absorve em torno de 70% da produção de aves do País e 84% da produção de suínos.

No plano internacional, a avicultura brasileira continuará forte na disputa pelo mercado na condição de segundo produtor mundial de carne de aves e o maior fornecedor para o mundo. O mercado, contudo, mostra possibilidades de melhoras mesmo com a grande a competição entre os exportadores. Por outro lado, a suinocultura persistirá na busca por novos mercados importadores e consolidação de maiores volumes para mercados já conquistados como Japão, China, USA e Coreia do Sul.

“Todos os envolvidos na cadeia produtiva, desde o produtor até a ponta final das negociações terão que trabalhar com muita eficiência para buscar e manter resultados positivos para o setor”, pontuam Lanznaster e Casagrande.