sexta-feira, 26 maio, 2017
Agricultura

Palestras, debates, mostra de trabalhos científicos, eventos que farão parte da 14ª edição do Simpósio do Leite de Erechim, o maior evento do segmento no sul do Brasil, que acontecerá entre os dias 7 e 8 de junho, na cidade de Erechim, no RS.

Serão dois dias em que o setor lácteo ganhará força e dará aos produtores a oportunidade de se qualificar e melhorar a produção em suas propriedades. Uma série de palestras técnicas está programada para o evento, entre elas a que vai abordar o manejo de novilhas e pré-parto, com o professor e doutor José Carlos Peixoto Modesto da Silva, que também é engenheiro agrônomo e pós-doutorado em Zootecnia, além de ser o diretor presidente do Grupo Universidade do Leite.

A palestra, que acontecerá no primeiro dia de evento, 7 de junho, terá ainda apoio da Universidade do Leite. O professor explica que a palestra abordará o manejo e alimentação de bezerras em fases de aleitamento, a importância do colostro, a sucedâneos do leite, o plano de alimentação: sistema de aleitamento natural e artificial, além do manejo de novilhas de 90 dias até o pré-parto, com informações ainda sobre padrões de crescimento, idade da primeira cobertura e o manejo da alimentação.

Ele também falará sobre o manejo de vacas secas e em período de transição, abordando aspectos como manejo do escore de condição corporal, tratamento da vaca seca, como evitar distúrbios metabólicos no parto e a alimentação no período de transição (novas técnicas).

Para o professor, poucos produtores tem feito o manejo adequado de novilhas, principalmente no que se refere a alimentação, prejudicando toda sua vida produtiva. “O bom manejo pré-parto diminui os distúrbios metabólicos, do pós parto, diminuindo os custos com remédios e tratamentos dos animais”, enfatiza o palestrante.

Um dos assuntos do Simpósio, no Fórum Nacional de Lácteos, será a assistência técnica. Neste sentido, José Carlos diz que 5% dos profissionais que prestam assistência técnica, têm conhecimento teórico e prático do sistema de produção de leite. “Principalmente na área de manejo e alimentação. Em diversas ocasiões nos convidam para prestar assistência técnica em fazendas de leite, das top 100 do Brasil e, mesmo nestas, que deveriam ter as melhores assistências, encontramos erros primários e, com uma simples correção, aumentamos substancialmente a produtividade. Ou seja, na nossa opinião, o grande entrave para se obter um aumento de produtividade é a falta de profissionais capacitados para prestar assistência técnica de forma adequada”, completa ele.

Inscrições com descontos
A organização do Simpósio do Leite de Erechim, a cargo da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (Amevau), anunciou que baixou o valor das inscrições para grupos de produtores, acadêmicos e profissionais que desejam participar do evento. Agora, para grupos de 10 pessoas, o valor fica em R$ 70,00.

Com isso, a organização destaca que além de manter o bom público dos últimos anos, também auxilia produtores e demais interessados em participar das palestras e do evento, de ampliar conhecimentos e garantir melhor gestão na propriedade leiteira. As inscrições para grupos podem ser feitas pelo email contato@simposiodoleite.com.br. Os demais devem se inscrever diretamente no site oficial do evento: www.simposiodoleite.com.br.

Também estão abertas, para estudantes, professores, técnicos e pesquisadores, as inscrições para a Mostra de Trabalhos Científicos. Trata-se de apresentação de trabalhos e pesquisas sobre o setor lácteo nacional e que trazem soluções para a produção leiteira no País. Este ano, assim como nos anteriores, haverá premiação financeira aos vencedores, que serão avaliados por uma banca de professores, ao longo do evento.

A inscrição inclui um almoço e a participação em quatro milk breaks, além, claro, de todos os eventos.

Demais palestras
O segundo dia do Simpósio do Leite, 8 de junho, será composto de outras cinco palestras técnicas, voltadas novamente a produtores, estudantes, pesquisadores e professores da área de produção de leite.

Os temas abordados englobarão a utilização de aditivos na nutrição de vacas leiteiras, pelo professor e doutor Francisco Palma Rennó; a secagem da vaca, pelo professor e doutor Alexandre Souza; os sete hábitos das propriedades leiteiras altamente eficazes, pelo doutor Renato Palma Nogueira; a seleção genômica, acelerando o melhoramento genético na propriedade leiteira, pelo doutor Cleocy Fam de Mendonça, além da cetose em vacas leiteiras, os desafios e soluções, pelo professor e doutor Marco Nunes Correa.

Números da edição de 2016
O Simpósio do Leite deste ano recebeu mais de 1,1 mil participantes. Foram seis palestrantes abordando temas técnicos na área da pecuária de leite, com quatro painéis e mais de 55 trabalhos científicos apresentados durante a Mostra.

Mais informações
Para quem deseja buscar mais informações sobre o Simpósio do Leite, é possível acessar através do site oficial do evento, simposiodoleite.com.br, pelo email contato@simposiodoleite.com.br e também por telefone através dos números (54) 99691-8408 e 99680-1635.


PROGRAMA DO SIMPÓSIO DO LEITE 2017


Dia 07/06/2017

Manhã:
6ª Mostra de Trabalhos Científicos
Intervalo – milk break
Palestra 1 – Trigo TBIO Energia I: Novo conceito em produção de volumoso. Zootecnista e Mestre em Produção Animal Ederson Luis Henz, Supervisor em Novos Negócios, Biotrigo Genética. Apoio: Biotrigo
Palestra 2 – Manejo de novilhas e pré-parto, com o Professor e Doutor José Carlos Peixoto Modesto da Silva; Eng. Agrônomo e Pós-Doutorado em Zootecnia Diretor-Presidente do Grupo Universidade do Leite. Apoio: Universidade do Leite
Almoço no CTG
Tarde:
8º Fórum Nacional de Lácteos
Tema: Assistência técnica no Rio Grande do Sul e no Brasil, como está?
Convidados:
Engenheiro Agrônomo Marcelo de Rezende – Cooperideal (Londrina/PR)
Zootecnista e Editora Assistente da revista Leite Integral – Maria Thereza Rezende
Presidente do Sindilat/RS – Alexandre Guerra
Moderador: Engenheiro Agrônomo Vilmar Fruscalso – Emater(RS)
Coquetel no local final do Fórum
Encontro festivo Pub Mosaico à noite

Dia 08/06/2017
Simpósio do Leite – palestras técnicas a partir das 9h
Palestra 1 – Utilização de aditivos na nutrição de vacas leiteiras – Profº e Dr Francisco Palma Rennó FMVZ/USP – APOIO OLIGO BASICS
Palestra 2 – Secagem da vaca – Profº e Dr. Alexandre Souza Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Doutorado Universidade de São Paulo Reprodução e Pós Doutorado nos EUA – APOIO CEVA
Intervalo: milk break
Palestra 3 – Os setes hábitos das propriedades leiteiras altamente eficazes – Dr. Renato Palma Nogueira – APOIO SALUS
Palestra 4 – Seleção genômica , acelerando o melhoramento genético na bovinocultura leiteira – Dr. Cleocy Fam de Mendonça – APOIO ZOETIS
Intervalo: milk break
Palestra 5 – Cetose em vacas leiteiras: desafios e soluções – Dr. Márcio Nunes Corrêa – Nupeec/Ufpel – APOIO BAYER

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A primeira edição do Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho, realizada na última quarta-feira (4), reuniu cerca de 900 pessoas, entre produtores rurais, estudantes e lideranças regionais dos 32 municípios da região de abrangência da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau).

O evento, promovido pela Emater/RS-Ascar, com apoio do Governo do Estado, Prefeitura de Erechim, Amau e Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (Accie), aconteceu no Polo de Cultura em Erechim, com programação técnica voltada especialmente aos produtores, discutindo as novas e adaptadas tecnologias, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da atividade leiteira regional.

Segundo dados da Emater/RS-Ascar, na região do Alto Uruguai, que abrange 32 municípios, nove mil produtores de leite possuem um plantel de 90 mil vacas e uma produção de 300 milhões de litros de leite por ano.

Na abertura oficial, em seu pronunciamento, o gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, saudou e agradeceu a presença de todos. Agradeceu o empenho e a dedicação dos funcionários da Emater/RS-Ascar na organização e apoio das entidades e empresas patrocinadoras, na realização do Seminário.

O presidente da Amau, Beto Bordin, destacou a presença de um número expressivo de agricultores, buscando conhecimento, encontrar alternativas para melhorar a produção e consequentemente a renda familiar na sua propriedade. “Sem dúvida nos deixam com mais esperança e convictos de que a nossa região está no caminho do progresso e do desenvolvimento. Buscar conhecimento e encontrar alternativas através das experiências positivas são fundamentais para o empreendedor ter sucesso. Pela quantidade de leite que é produzido na região, temos sim que trabalhar e discutir essa questão, para que melhore o preço do leite e a rentabilidade do nosso produtor. A Amau apoia este evento e todas as iniciativas que visem ao crescimento da nossa região e ao desenvolvimento profissional de todos”.

Lembrando ser filho de pequeno agricultor, o presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, avaliou, “seja frio, calor, chuva ou sol, muitas vezes com dor de garganta, febre, quando se levanta de manhã cedo, o agricultor e a agricultora não se entregam, são verdadeiros heróis da economia dos municípios, estados e do país. Diretamente 40% do PIB do Rio Grande do Sul vêm da agricultura familiar, sendo que mais 20% provém da bacia leiteira”, ressaltou Kuhn.

O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, falou como consumidor do leite, destacando o trabalho dos produtores, “interessados em produzir ainda mais e melhor, não como renda alterativa, mas sendo a renda principal. E o desafio é agregar valor, produzir também manteigas, queijos, diferentes tipos de produtos e também buscar melhor qualidade aos produtos”, disse, ao avaliar que “temos todas as condições de aprimorar o plantel e permanentemente investir na propriedade, garantindo a subsistência da família. Continuem produzindo mais, para que nunca nos falte leite”.

Foram realizadas quatro palestras, com os seguintes temas: “Alimentos conservados: silagem, pré-secados e feno”, com Mikael Neumann, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), do Paraná. Em seguida, a palestra sobre “Administração e planejamento da atividade leiteira” foi apresentada pelo assistente técnico regional e doutorando em Agroecossistemas (UFSC) da Emater/RS-Ascar, Vilmar Fruscalso. A terceira palestra tratou sobre os “Sistemas confinados de produção de leite”, pelo médico veterinário da empresa Tortuga, Van Riel. E no encerramento foi abordado o “Sistema pastoril de produção de leite”, por Wagner Beskow, da empresa Transpondo.

Participaram do Seminário o prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, o presidente da Amau e prefeito de Jacutinga, Beto Bordin, presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, o presidente do Câmara de Vereadores de Erechim, vereador Ale Dal Zotto, o presidente da ACCIE, Claudionor Mores, o gerente regional da Emater/RS-Ascar, Gilberto Tonello, o presidente da Sicredi Norte RS/SC, Adelar Parmegiani, o coordenador regional de Agricultura, José Mantovani, no ato representante o secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Vilmar Fruscalso, e o chefe de gabinete da SDR (Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo), Osmar Redin, representando o secretário Tarcísio José Minetto.

Um grupo de 24 produtores da região do Alto Uruguai e um do município de Arvorezinha, ligados à atividade da citricultura, participaram do 2º módulo do Curso de Citricultura Básica, no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre), nos dias 10 e 11 de maio. O conteúdo teórico e prático foi ministrado pelos instrutores Nilton Cipriano Dutra de Souza, Ivonir Biesek e Clair Bertussi. O curso passou a ser oferecido em três módulos, oportunizando ao produtor optar pelo conteúdo que mais lhe interessar, por exemplo, a fase inicial de implantação do pomar ou manejo do pomar.

O gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, parabenizou o grupo e destacou a importância do conhecimento para condução da atividade e que eles possam multiplicar o aprendizado, ainda aconselhou os produtores a buscarem informações e conhecimentos nas mais diversas áreas oferecidas pela Emater/RS-Ascar.

Nilton Cipriano Dutra de Souza, que também é coordenador do curso, parabenizou os participantes e enfatizou a necessidade do conhecimento para o sucesso das atividades, assim como incluir a gestão, tanto nesta como nas demais atividades da propriedade.

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A Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) do Estado do Rio Grande do Sul recebe, a partir desta quarta-feira (10), pedidos de sementes de milho e sorgo para a Safra 2017/2018 do Programa Troca-Troca de Sementes. O prazo se estende até o próximo dia 31. Na última etapa do programa, foram atendidos cerca de 90 mil agricultores familiares. A expectativa é de manter o mesmo patamar.

Os agricultores interessados podem solicitar sementes de milho híbrido convencional, milho híbrido com tecnologia transgênica e sementes de sorgo via entidades cadastradas pelo site da Feaper.

O agricultor interessado em milho com tecnologia transgênica deve efetuar o pagamento do valor referente à tecnologia (R$ 198) no momento do pedido.

Os valores praticados são:
– R$ 152 para sacas de 20 kg ou 60 mil sementes de milho híbrido convencional;
– R$ 350 para sacas de 20 kg ou 60 mil sementes de milho com tecnologia transgênica;
– R$ 130 para sacas de 10 kg de sorgo.

Para mais informações ou dúvidas, o contato é com o núcleo do Programa Troca-Troca de Sementes, pelos telefones 51 3218-3352 e 3218-3351.

A primeira edição do Seminário de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai Gaúcho, realizada nesta quarta-feira, 04 de maio, reuniu cerca de 900 pessoas entre produtores rurais, estudantes e lideranças regionais dos 32 municípios da região de abrangência da AMAU – Associação de Municípios do Alto Uruguai.

O evento promovido pela EMATER/RS-ASCAR, com apoio do Governo Estadual, Prefeitura de Erechim, AMAU e ACCIE, aconteceu no Pólo de Cultura em Erechim, com programação técnica voltada especialmente aos produtores, discutindo as novas e adaptadas tecnologias, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da atividade leiteira regional.

Segundo dados da Emater, na região do Alto Uruguai, dos 32 municípios, são 9 mil produtores de leite, com um plantel de 90 mil vacas e uma produção de 300 milhões de litros por ano.

Na abertura oficial, em seu pronunciamento,  o gerente regional da Emater/RS/Ascar, Gilberto Tonello, saudou e agradeceu a presença de todos. Agradeceu o empenho e dedicação dos funcionários da Emater na organização e o apoio das entidades e empresas patrocinadoras para que fosse possível realizar este importante Seminário destinado especialmente aos agricultores.

O presidente da AMAU, Beto Bordin, destacou a presença de um número expressivo de agricultores, buscando conhecimento, encontrar alternativas para melhorar a produção e consequentemente a renda familiar na sua propriedade. “Sem dúvida nos deixam com mais esperança e convictos de que a nossa região está no caminho do progresso e do desenvolvimento. Buscar conhecimento, encontrar alternativas é o papel do empreendedor, através das experiências positivas para ter sucesso. Pela quantidade de leite que é produzida na região, temos sim que trabalhar e discutir essa questão para que melhore o preço do leite e a rentabilidade do nosso produtor. A AMAU apoia este evento e todas as iniciativas que visem o crescimento da nossa região e o desenvolvimento profissional de todos”. Ainda, parabenizou toda equipe da Emater regional e de todos os 32 municípios da região pela organização deste grande evento.

O presidente da Emater/RS-ASCAR, Clair Kuhn, disse aos agricultores, com exemplo lembrando da sua família, ser filho de pequeno agricultor, “seja frio, calor, chuva ou sol, muitas vezes com dor de garganta, febre, quando se levanta de manhã cedo, o agricultor e a agricultora não se entregam, são verdadeiros heróis da economia dos municípios, estados e do país. Diretamente 40% do PIB do Rio Grande do Sul vem da agricultura, indiretamente em negócios, serviços, produtos de consumo que utilizam na propriedade, mais 20%. Então a balança comercial do Estado quem segura é a agricultura em especial a bacia do leite”, ressaltou Kuhn, presidente da Emater.

O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, falou como consumidor do leite, sendo bom tomador de leite e seus derivados. Destacou o trabalho dos produtores de leite, “estão participando do evento interessados em produzir ainda mais e melhor, não como renda alterativa, mas sendo a renda principal. E o desafio é agregar valor, produzir também manteigas, queijos, diferentes tipos de produtos. Mas também, buscar melhores qualidades dos produtos, temos todas as condições, aprimorar o plantel e permanentemente investir na propriedade sempre vai ter a subsistência para a família. Continuem produzindo mais para que nunca nos falte leite”.

Foram realizadas 4 palestras, com os seguintes temas: “Alimentos conservados: silagem, pré-secados e feno” com Dr. Mikael Neumann, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), do Paraná. Em seguida, a palestra sobre “Administração e planejamento da atividade leiteira”, com o assistente técnico regional e doutorando em Agroecossistemas (UFSC) da Emater/RS-Ascar, Vilmar Fruscalso. A terceira palestra tratou sobre os “Sistemas confinados de produção de leite”, pelo médico veterinário da empresa Tortuga, Van Riel. E no encerramento, foi abordado o “Sistema pastoril de produção de leite”, pelo Dr. Wagner Beskow, da empresa Transpondo. Além das palestras foram servidos lanches e almoço.

Estiveram presentes as seguintes autoridades: prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, presidente da AMAU e prefeito de Jacutinga, Beto Bordin, presidente da Emater/RS-ASCAR, Clair Kuhn, presidente do Poder Legislativo de Erechim, vereador Ale Dal Zotto, presidente da ACCIE, Claudionor Mores, gerente regional da Emater/RS/Ascar, Gilberto Tonello, presidente da Sicredi Norte RS/SC, Adelar Parmegiani, coordenador regional de Agricultura, José Mantovani, no ato representante o secretário da Agricultura, Ernani Pollo, assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Vilmar Fruscalso e o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), Osmar Redin, representando o secretário, Tarcísio José Minetto.

A colheita das lavouras de soja da região do Alto Uruguai esta praticamente encerrada, com mais de 95% da área colhida, com produtividade média de 3.650 kg/ha, de acordo com informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. Nesta safra foram cultivados 234 mil hectares com o cereal. A soja no balcão está sendo comercializada a R$ 55,50 a saca. A Emater/RS-Ascar acredita que 30% da produção já foi comercializada e o restante está armazenado.

A cultura do milho, com cerca de 45 mil hectares cultivados na região, também está com mais de 90% da área colhida, com produtividade média 8.585 kg/ha, segundo o informativo conjuntural. Algumas unidades continuam priorizando o armazenamento da soja em detrimento ao milho. O preço do milho permanece estável em relação à semana passada em R$ 21,00/sc para 35 dias. O milho cultivado para silagem já foi colhido, sendo que alguns produtores estão fazendo uma segunda safra de silagem, ainda de acordo com a Emater/RS-Ascar.

A 2ª safra de feijão foi plantada com 490 hectares, sendo basicamente para consumo familiar ou venda direta em feiras ou encomendas. A cultura está com 5% em estado vegetativo e 40% em floração, 30% enchimento de grãos, 25% colhido. Na semana passada, a saca foi comercializada a R$ 100,00/sc.

Olerícolas
Os produtores estão realizando tratos culturais, principalmente, nas olerícolas que são cultivadas o ano inteiro para abastecer as feiras municipais, que acontecem em toda a região, e o mercado local. Entre as principais cultivares estão alface, cenoura, beterraba, couve-flor e repolho. Alface está sendo comercializada a R$ 2,00 ou R$ 2,50 conforme o local.

Situação da fruticultura
Noz pecan – O fruto começa a ser colhida e apresenta boa qualidade, de acordo com informativo do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim.  Também começam a aparecer áreas com produção. Preço comercializado com casca: R$ 22,00/kg, descascado em torno de R$ 50,00/kg.

Caqui – O quilo da fruta esta sendo vendido a R$ 2,00/kg pelo produtor.

Uvas – De acordo com a Emater/RS-Ascar, há expectativa de plantio de novas áreas de videira para consumo local e regional, pois as existentes não conseguem abastecer o mercado regional que acaba importando uvas de fora, principalmente para produção de sucos e vinhos coloniais.

Pinhão – A colheita na região já iniciou com frutos de boa qualidade e quantidade superior à cultivada no ano passado. O produtor está comercializando entre R$ 4,00 a R$ 7,00/kg

Situação das criações
Apicultura: Com a baixa das temperaturas e redução das floradas, a atividade das abelhas reduziu na semana. A maioria dos apicultores conseguiu realizar apenas uma colheita de mel nesta safra. O mel na semana passada foi negociado entre R$ 15,00 e RS 20,00 o quilo. Preço estável na semana.

Bovinocultura de leite: A oferta e a qualidade das forragens diminuíram em função do clima o que pode prejudicar a produção leiteira.  Continua a implantação das forrageiras de inverno. O leite foi comercializado entre R$ 0,80 e 1,60, em média a R$ 1,20.  Preço estável na semana.

Piscicultura: Começa o declínio da taxa de crescimento dos peixes em função do início do período frio. A principal forma de comercialização da região é a venda direta ao consumidor nas propriedades dos piscicultores ou em feiras do peixe vivo. A maior parte do povoamento dos açudes já foi realizada. .Há falta de compradores para grandes volumes de pescado.

Suinocultura: A atividade suinícola sofre as consequências da operação “Carne fraca” da polícia federal. Os produtores ainda continuam muito preocupados com o mercado da carne brasileira, que demonstra certa instabilidade. Integrados estão recebendo R$ 3,30/kg do suíno vivo, mais tipificação de carcaça. Preço estável na semana.

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O ano de 2016 fechou com recordes nos abates de frangos e suínos e também na produção de ovos. Os dados foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, foram abatidos 5,86 bilhões de frangos, um aumento de 1,1% em relação a 2015 e o maior valor desde o início da série histórica, iniciada em 1997.

Em relação aos suínos, houve 42,32 milhões de animais abatidos, um aumento de 7,8% em relação a 2015, também o maior valor desde 1997. A atividade tem apresentado crescimentos anuais ininterruptos desde 2005.
Outra atividade com recorde em 2016 foi a produção de ovos. No ano passado, foram produzidos 3,1 bilhões de dúzias, ou seja, 5,8% a mais do que em 2015. É o maior valor desde que o IBGE começou a acompanhar a atividade, em 1987.

Bovinos têm queda

Por outro lado, o abate de bovinos teve uma queda 3,2% em relação a 2015, com 29,67 milhões de abates em 2016. Essa foi a terceira queda anual consecutiva do abate de bovinos, de acordo com o IBGE.

A aquisição de leite pelas indústrias processadoras também caiu (3,7%) em relação a 2015, com uma captação de 23,17 bilhões de litros por estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa foi a segunda queda anual consecutiva da atividade.

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A Expodireto Cotrijal 2017 chegou ao fim nesta sexta-feira (10) com números animadores. De acordo com a organização, a feira de agronegócio realizada em Não-Me-Toque, no Norte do Rio Grande do Sul, movimentou em comercialização cerca de R$ 2,1 bilhões. O número representa um aumento de 34% em relação à edição do ano passado.
Os números oficiais foram anunciados pelo presidente do evento, Nei César Mânica, que considera o resultado um sinal de crescimento. Durante a feira, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) anunciou a estimativa de uma safra recorde no estado, de 30,8 milhões de toneladas de grãos.
“Se aqui na Expodireto os negócios fluem, bem é um sinalizador muito positivo de que teremos nas próximas feiras pela frente e no ano todo um crescimento da nossa economia e do setor do agronegócio”, afirmou.
Entre o total de negócios, os bancos contabilizaram R$ 1,6 bilhões, e os bancos de fábrica, R$ 259 milhões. Os recursos próprios fecharam em R$ 189 milhões e o Pavilhão Internacional teve R$ 40 milhões. A agricultura familiar teve um acréscimo de 9%, contabilizando R$ 1,045 milhão.
O público total, de 240,6 mil pessoas, também superou o registrado no ano passado, de 210 mil. Entre os visitantes estava o produtor rural Valdir Calegari, que aproveitou o evento para renovar o maquinário. “Faz 50 anos que eu planto soja e milho e esse ano é a melhor safra que estamos colhendo”, festeja. “Temos de investir em tecnologia, pois senão ficamos para trás e não dá certo.”

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O que já era visível nas lavouras do Rio Grande do Sul foi confirmado pela Emater: o Estado deve colher a maior safra de verão da história, conforme estimativa divulgada nessa terça-feira, na Expodireto, em Não-Me-Toque. O Estado está próximo de produzir 30,86 milhões de toneladas de grãos. Tal volume vai gerar um Valor Bruto de Produção de R$ 29 bilhões, sendo R$ 18,1 bilhões da cultura da soja.

A oleaginosa, mais uma vez, destaca-se entre as demais culturas. Conforme o levantamento, está a caminho de um novo recorde, a marca de 16,8 milhões de toneladas, com acréscimo de 3,4% sobre o volume do ano passado. Sua colheita está no início e chegou nesta semana a 8% da área plantada. O desempenho da soja supera em um milhão de toneladas o volume previsto para esta safra em agosto do ano passado, quando a Emater fez a primeira projeção para o ciclo 2016/2017 ainda sob um clima de apreensão com a possibilidade de ocorrência do La Niña, fenômeno climático que poderia reduzir a quantidade de chuva e que não se confirmou.

Para o agrônomo Alencar Rugeri, da Emater, a perspectiva deste final de safra se deve à capitalização do produtor, que pôde fazer o investimento necessário na lavoura; às condições ambientais favoráveis; e à baixa incidência de pragas e doenças. Para a colheita, Rugeri recomenda a verificação da regulagem e atenção à velocidade da máquina.

O pequeno crescimento no tamanho da área da soja (0,64%) é um indicativo de que o grande desafio para manter o volume da colheita em alta nas próximas safras será a produtividade. O agrônomo reconheceu que a cultura talvez tenha chegado ao seu limite territorial. “Temos que produzir bem em cima dessas áreas”, afirmou, referindo-se aos campos já cultivados com o grão. Conforme Rugeri, algumas das primeiras lavouras já colhidas, na Região Norte, apresentaram desempenho superior a 80 sacas por hectare.

A produção de milho também se aproxima de bons resultados e deve aumentar 17,2%, chegando a 5,5 milhões de toneladas. Depois de mais de dez anos consecutivos de redução, a área cultivada com o cereal se expandiu 10,3%, totalizando 816 mil hectares, em razão da valorização do preço do grão. A produtividade, de 6,7 toneladas por hectare, é a maior já prevista no Estado.

Segundo o presidente da Emater, Clair Kuhn, o desafio de aumentar a lavoura deve permanecer. “Temos que trabalhar para que o milho tenha uma política pública de garantia para o produtor poder plantar e ter preço”, defendeu, ao lembrar que o grão agrega muito valor à propriedade e, apesar disso, ainda é importado pela agroindústria consumidora. O desempenho do arroz (alta de 12,7%) e feijão 1ª safra (19,3%) também foi positivo, segundo o levantamento.

Para o secretário estadual do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, a queda no preço da soja não deve impactar no volume de recursos injetados na economia. “O ganho de produtividade vai trazer um equilíbrio”, calculou.

Na última terça-feira (21), o Escritório da Emater/RS-Ascar de Itatiba do Sul promoveu Tarde de Campo “Beleza da Mulher”, na Comunidade de Sete Lagoas, com a participação de 35 pessoas, entre mulheres, jovens e crianças, que são na maioria público beneficiário do Plano Socioassistencial da Emater/RS-Ascar do Município. A atividade proporcionou corte de cabelos, penteados, embelezamento de unhas e maquiagem. A ação também contou com apoio e colaboração do comércio local, da Assistência Social e sociedade em geral, que se sensibilizou e auxiliou com patrocínios, doações, transporte e divulgação. A ação terá prosseguimento na comunidade de Campo do Açoita (07/03), na sede do Município (21/03) e na comunidade Parobezinho (28/03).

A iniciativa tem como objetivo promover a valorização e autoestima das mulheres itatibenses em situação de vulnerabilidade social e foi organizada pela extensionista rural da Emater/RS-Ascar Cleonice Maria Dobrovolski, em parceria com os salões de beleza do Município e demais voluntárias.

Para a extensionista, a atividade foi muito positiva, teve boa participação de voluntários e público beneficiário. “É muito gratificante quando se consegue articular e contar com uma boa equipe de voluntários, quando se observa a alegria destas mulheres rurais já cansadas pelas lutas da vida e, mais ainda, quando se ouve um relato que a última vez que tinham se pintado foi para o casamento”, avaliou Cleonice.