domingo, 23 abril, 2017
Agricultura

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O ano de 2016 fechou com recordes nos abates de frangos e suínos e também na produção de ovos. Os dados foram divulgados hoje (15), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, foram abatidos 5,86 bilhões de frangos, um aumento de 1,1% em relação a 2015 e o maior valor desde o início da série histórica, iniciada em 1997.

Em relação aos suínos, houve 42,32 milhões de animais abatidos, um aumento de 7,8% em relação a 2015, também o maior valor desde 1997. A atividade tem apresentado crescimentos anuais ininterruptos desde 2005.
Outra atividade com recorde em 2016 foi a produção de ovos. No ano passado, foram produzidos 3,1 bilhões de dúzias, ou seja, 5,8% a mais do que em 2015. É o maior valor desde que o IBGE começou a acompanhar a atividade, em 1987.

Bovinos têm queda

Por outro lado, o abate de bovinos teve uma queda 3,2% em relação a 2015, com 29,67 milhões de abates em 2016. Essa foi a terceira queda anual consecutiva do abate de bovinos, de acordo com o IBGE.

A aquisição de leite pelas indústrias processadoras também caiu (3,7%) em relação a 2015, com uma captação de 23,17 bilhões de litros por estabelecimentos de laticínios sob algum tipo de inspeção sanitária. Essa foi a segunda queda anual consecutiva da atividade.

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A Expodireto Cotrijal 2017 chegou ao fim nesta sexta-feira (10) com números animadores. De acordo com a organização, a feira de agronegócio realizada em Não-Me-Toque, no Norte do Rio Grande do Sul, movimentou em comercialização cerca de R$ 2,1 bilhões. O número representa um aumento de 34% em relação à edição do ano passado.
Os números oficiais foram anunciados pelo presidente do evento, Nei César Mânica, que considera o resultado um sinal de crescimento. Durante a feira, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) anunciou a estimativa de uma safra recorde no estado, de 30,8 milhões de toneladas de grãos.
“Se aqui na Expodireto os negócios fluem, bem é um sinalizador muito positivo de que teremos nas próximas feiras pela frente e no ano todo um crescimento da nossa economia e do setor do agronegócio”, afirmou.
Entre o total de negócios, os bancos contabilizaram R$ 1,6 bilhões, e os bancos de fábrica, R$ 259 milhões. Os recursos próprios fecharam em R$ 189 milhões e o Pavilhão Internacional teve R$ 40 milhões. A agricultura familiar teve um acréscimo de 9%, contabilizando R$ 1,045 milhão.
O público total, de 240,6 mil pessoas, também superou o registrado no ano passado, de 210 mil. Entre os visitantes estava o produtor rural Valdir Calegari, que aproveitou o evento para renovar o maquinário. “Faz 50 anos que eu planto soja e milho e esse ano é a melhor safra que estamos colhendo”, festeja. “Temos de investir em tecnologia, pois senão ficamos para trás e não dá certo.”

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O que já era visível nas lavouras do Rio Grande do Sul foi confirmado pela Emater: o Estado deve colher a maior safra de verão da história, conforme estimativa divulgada nessa terça-feira, na Expodireto, em Não-Me-Toque. O Estado está próximo de produzir 30,86 milhões de toneladas de grãos. Tal volume vai gerar um Valor Bruto de Produção de R$ 29 bilhões, sendo R$ 18,1 bilhões da cultura da soja.

A oleaginosa, mais uma vez, destaca-se entre as demais culturas. Conforme o levantamento, está a caminho de um novo recorde, a marca de 16,8 milhões de toneladas, com acréscimo de 3,4% sobre o volume do ano passado. Sua colheita está no início e chegou nesta semana a 8% da área plantada. O desempenho da soja supera em um milhão de toneladas o volume previsto para esta safra em agosto do ano passado, quando a Emater fez a primeira projeção para o ciclo 2016/2017 ainda sob um clima de apreensão com a possibilidade de ocorrência do La Niña, fenômeno climático que poderia reduzir a quantidade de chuva e que não se confirmou.

Para o agrônomo Alencar Rugeri, da Emater, a perspectiva deste final de safra se deve à capitalização do produtor, que pôde fazer o investimento necessário na lavoura; às condições ambientais favoráveis; e à baixa incidência de pragas e doenças. Para a colheita, Rugeri recomenda a verificação da regulagem e atenção à velocidade da máquina.

O pequeno crescimento no tamanho da área da soja (0,64%) é um indicativo de que o grande desafio para manter o volume da colheita em alta nas próximas safras será a produtividade. O agrônomo reconheceu que a cultura talvez tenha chegado ao seu limite territorial. “Temos que produzir bem em cima dessas áreas”, afirmou, referindo-se aos campos já cultivados com o grão. Conforme Rugeri, algumas das primeiras lavouras já colhidas, na Região Norte, apresentaram desempenho superior a 80 sacas por hectare.

A produção de milho também se aproxima de bons resultados e deve aumentar 17,2%, chegando a 5,5 milhões de toneladas. Depois de mais de dez anos consecutivos de redução, a área cultivada com o cereal se expandiu 10,3%, totalizando 816 mil hectares, em razão da valorização do preço do grão. A produtividade, de 6,7 toneladas por hectare, é a maior já prevista no Estado.

Segundo o presidente da Emater, Clair Kuhn, o desafio de aumentar a lavoura deve permanecer. “Temos que trabalhar para que o milho tenha uma política pública de garantia para o produtor poder plantar e ter preço”, defendeu, ao lembrar que o grão agrega muito valor à propriedade e, apesar disso, ainda é importado pela agroindústria consumidora. O desempenho do arroz (alta de 12,7%) e feijão 1ª safra (19,3%) também foi positivo, segundo o levantamento.

Para o secretário estadual do Desenvolvimento Rural, Tarcísio Minetto, a queda no preço da soja não deve impactar no volume de recursos injetados na economia. “O ganho de produtividade vai trazer um equilíbrio”, calculou.

Na última terça-feira (21), o Escritório da Emater/RS-Ascar de Itatiba do Sul promoveu Tarde de Campo “Beleza da Mulher”, na Comunidade de Sete Lagoas, com a participação de 35 pessoas, entre mulheres, jovens e crianças, que são na maioria público beneficiário do Plano Socioassistencial da Emater/RS-Ascar do Município. A atividade proporcionou corte de cabelos, penteados, embelezamento de unhas e maquiagem. A ação também contou com apoio e colaboração do comércio local, da Assistência Social e sociedade em geral, que se sensibilizou e auxiliou com patrocínios, doações, transporte e divulgação. A ação terá prosseguimento na comunidade de Campo do Açoita (07/03), na sede do Município (21/03) e na comunidade Parobezinho (28/03).

A iniciativa tem como objetivo promover a valorização e autoestima das mulheres itatibenses em situação de vulnerabilidade social e foi organizada pela extensionista rural da Emater/RS-Ascar Cleonice Maria Dobrovolski, em parceria com os salões de beleza do Município e demais voluntárias.

Para a extensionista, a atividade foi muito positiva, teve boa participação de voluntários e público beneficiário. “É muito gratificante quando se consegue articular e contar com uma boa equipe de voluntários, quando se observa a alegria destas mulheres rurais já cansadas pelas lutas da vida e, mais ainda, quando se ouve um relato que a última vez que tinham se pintado foi para o casamento”, avaliou Cleonice.

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Está aberta a colheita do milho no Rio Grande do Sul. A abertura oficial aconteceu no sábado (28) em uma fazenda em São Nicolau, cidade do Noroeste do estado. A estimativa é que a produção do grão alcance os 4,8 milhões de toneladas.

O governador José Ivo Sartori esteve presente na cerimônia, ao lado de outras autoridades. Diante dos números, a abertura ocorreu em clima de otimismo.

A área plantada nesta safra chegou a 806 mil hectares, um aumento de 9% em relação à safra anterior. Os dados são da Emater/RS e da Câmara Setorial do Milho, ligada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Irrigação.

Ainda conforme a Emater, a produtividade média deve ficar em 6.690 kg por hectare (kg/ha). Na safra passada, ficou em 6.406 kg/ha. Segundo os produtores, 80% do total da produção de milho será destinada à ração animal.

O milho é o principal insumo da produção animal e é também utilizado na alimentação humana. O Rio Grande do Sul é o sexto maior produtor de milho no Brasil, sendo a região Noroeste e das Missões as maiores produtoras do grão no estado.

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O governo federal liberou R$ 12 bilhões para financiar o pré-custeio da safra agrícola 2017/2018. O valor supera em R$ 2 bilhões o montante liberado para o pré-custeio da safra anterior. O objetivo é estimular a economia e melhorar as condições da produção agrícola do país.

Os recursos permitirão aos produtores rurais fazer compras antecipadas de insumos, como sementes, fertilizantes e defensivos. O financiamento antecipado deve atingir primeiramente as culturas que são plantadas no verão, como soja, milho, arroz, café e cana-de-açúcar.

Os recursos serão ofertados pelo Banco do Brasil, a partir de captações próprias da Poupança Rural e de depósitos à vista. Os médios produtores terão acesso ao crédito por meio do Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores Rurais (Pronamp), com taxas de 8,5% ao ano e teto de R$ 780 mil. Já os grandes produtores poderão financiar até R$ 1,32 milhão, sob encargos de 9,5% ao ano.

O anúncio da liberação do crédito foi feito nesta quinta-feira, em Ribeirão Preto, São Paulo, pelo presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, em cerimônia que contou com a participação do presidente Michel Temer, do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e outras autoridades.

Segundo Temer, a agricultura é a área que tem sustentado a economia brasileira, que vive um momento de recessão. “O agronegócio é tão sustentador da economia nacional, que não precisa muita coisa, o que é preciso é financiamento, isto sim, e é o que estamos fazendo no momento”, afirmou Temer.

Produção recorde

De acordo com o último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos na safra 2016/2017 pode chegar ao número recorde de 215,3 milhões de toneladas. O volume representa um aumento de 15,3% em relação à safra anterior.

Para 2017/2018, o governo também espera um volume expressivo de produção, que pode chegar a 271 milhões de toneladas.

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Seara – Os agricultores que tiveram bovinos com diagnóstico de brucelose em propriedades do interior de Seara começaram a ser indenizados pelo Governo do Estado. O recurso é repassado através da Secretaria Estadual da Agricultura e de um Fundo Estadual de Defesa Sanitária Animal. Até o momento, mais de 100 animais foram abatidos em oito propriedades do interior de Seara, após o diagnóstico da doença.

Segundo informações da CIDASC, cinco agricultores que tiveram animais sacrificados foram indenizados. O recursos foram repassados depois de praticamente oito meses dos casos terem sido registrados.

Outros três agricultores que também tiveram animais sacrificados devido o aparecimento da brucelose ainda estão aguardando os recursos que virão do fundo mantido pelo Governo do Estado. De acordo com a médica veterinária da Cidasc, Fernanda Zordan Fontana, todos os produtores estão na expectativa de receber a indenização, já que existia uma preocupação com as dificuldades financeiras.

A indenização paga aos produtores que tiveram animais abatidos devido a tuberculose não cobre 100% dos prejuízos. A indenização tem como objetivo minimizar as perdas e auxiliar o produtor para recomeçar na atividade. Santa Catarina é o único estado do Brasil que possuiu esse tipo de fundo.

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Mais de 924 mil aves foram sacrificadas no Japão por causa do surto de gripe aviária recentemente detectado no país após autoridades matarem 92 mil frangos em uma fazenda do sudoeste do país.

Os 92 mil animais foram sacrificados nesta quarta-feira (28) em instalações na cidade de Nankan, na província de Kumamoto, após o vírus da gripe aviária ser detectado em cinco aves mortas e duas vivas, segundo a agência de notícias japonesa “Kyodo”.

Participaram do trabalho 450 pessoas, incluindo soldados do Exército japonês, mobilizado pelo governo após a propagação do vírus.

Autoridades locais inspecionaram seis fazendas situadas em um raio de três quilômetros do centro afetado, mas casos adicionais não foram detectados. Elas pediram para o resto das instalações avícolas da região que informem sobre qualquer indício do vírus.

O governo de Kumamoto também proibiu o transporte de quase um milhão de aves pertencentes a várias fazendas situadas em um raio de dez quilômetros do centro afetado.

Durante a noite deste domingo (20), a Prefeitura de Sananduva emitiu uma nota decretando Situação de Calamidade Pública no que afirma, “em decorrência da situação danosa e de violência por atos de indígenas em propriedades no interior do município”.

Confira o decreto na íntegra, publicado no Facebook da Prefeitura de Sananduva:

DECRETO MUNICIPAL Nº 6120, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2016.

Decreta situação de calamidade pública, em decorrência da situação danosa e de violência causada por atos de indígenas em propriedades do interior do Município.

LOEVIR FIDÊNCIO ANTUNES BENEDETTI, Vice-Prefeito no exercício do cargo de Prefeito Municipal de Sananduva, no uso de suas atribuições legais e, considerando o clamor público originado pela invasão de propriedades rurais localizadas nas Comunidades de Bom Conselho e São Caetano, ambas no interior do Município de Sananduva, por um grupo de indígenas, ocorrida na data de 11 de novembro do corrente ano;
Considerando que na data de hoje (20/11/2016), em virtude das invasões, ocorreram queimas criminosas das lavouras pertencentes a agricultores sananduvenses;

Considerando que o clima tenso e hostil provocados pelos atos dos indígenas, beirando as vias do conflito, o que pode resultar em eminente risco à segurança e a vida dos envolvidos, bem como da população sananduvense;

Considerando que em consequência desses atos resultam danos materiais e prejuízos econômicos e sociais;
Considerando que o processo de criação de novas áreas indígenas está sendo motivo de inúmeros protestos e conflitos pelo País;

DECRETA
Art. 1º – Fica Decretada situação de CALAMIDADE PÚBLICA, em decorrência da situação danosa e de violência causada por atos de indígenas em propriedades do interior do Município, embasado pelas razões acima elencadas.

Parágrafo Único – A situação de anormalidade é valida para todo o território municipal, em especial para as Comunidades de Bom Conselho e São Caetano.

Art. 2º – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE SANANDUVA,
20 DE NOVEMBRO DE 2016.
LOEVIR FIDÊNCIO ANTUNES BENEDETTI
VICE-PREFEITO NO EXERCÍCIO DO
CARGO DE PREFEITO MUNICIPAL
Registre-se e publique-se
CARLOS JOSÉ PICOLOTTO
SECRETÁRIO DA ADMINISTRAÇÃO

A Colheita das lavouras de inverno avança para a fase final na região do Alto Uruguai. A estimativa é que mais de 70% da área de 33 mil hectares cultivada com trigo já tenham sido colhida. A produtividade média de 3.450 kg/há, de acordo com informações do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. O preço de comercialização do cereal tem sido considerado baixo por alguns produtores.

A área cultivada com cevada, com 6.610 hectares, está com cerca de 90% colhida e com produtividade, em média, 3.400 a 3.500 Kg/há, com boa qualidade, segundo levantamento da Emater/RS-Ascar. As lavouras de canola estão totalmente colhidas com produtividade de 1.580/Kg/há.

Em relação às culturas de verão, safra 2016/2017, a semeadura segue para a fase final. As lavouras de soja, com área de cultivo estimada em 232 mil hectares, estão com mais de 70% da área semeada e, em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, de acordo com informático conjuntural da Emater. Já as lavouras de milho, com previsão de 50 mil hectares de área cultivada, com expectativa inicial de produtividade de 6.924 Kg/há, estão quase 100% da área semeada e em fase de desenvolvimento vegetativo e 1,5% entretanto em floração e 0,5% em fase de enchimento de grão. O plantio do feijão está concluído, com 10% em floração e até o momento em boas condições de sanidade.