quarta-feira, 28 junho, 2017
Clima

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O temporal que atingiu o Rio Grande do Sul nesta semana causou estragos também em Aratiba. Um forte vendaval, que ocorreu na manhã desta quinta-feira (8), provocou o destelhamento parcial da Granja de Aves AVITEL, localizada na Linha Sarandi, interior do Município, entre outros transtornos.

De acordo com o Coordenador Municipal da Defesa Civil, Clademir Ongaratto, foram várias as ocorrências atendidas nos últimos dias.

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A situação no Rio Grande do Sul piorou com a volta da chuva e do vento forte entre a noite de quarta-feira (7) e a madrugada desta quinta (8). Depois de mais de 500 pessoas voltarem para casa, a Defesa Civil emitiu um novo boletim informando que o total de desabrigados e desalojados aumentou para 9,866 mil. Agora, são 68 municípios em emergência. Na atualização anterior eram 56.

São, ao todo, 136 municípios atingidos de alguma forma. Conforme a Defesa Civil, 1,420 mil pessoas (338 famílias) estão desabrigadas – levadas a abrigos fornecidos pelo estado –, e 8,446 mil pessoas (2,011 famílias) estão desalojadas – em casas de parentes ou amigos.

Uruguaiana, na Fronteira Oeste, é o município com mais pessoas fora de casa. São 286 desabrigados e 5,540 mil desalojados.

É também em Uruguaiana que o Rio Uruguai registra a maior elevação. O normal é 8 metros, mas, atualmente, está em 12,30 metros.

Mortes e danos pelo estado
A Defesa Civil confirmou duas mortes na manhã desta quinta. Um adolescente de 17 anos foi atingido por um raio em Liberato Salzano, na Região Norte. Em Caxias do Sul, na Serra, uma idosa de 79 anos foi vítima de um desabamento na localidade de Vila Oliva.

Em Porto Alegre, uma casa desabou após deslizamento de terra em razão do avanço da água de um arroio. A Defesa Civil municipal chegou a confirmar uma morte, mas a estadual diz que, oficialmente, há uma pessoa desaparecida e outra resgatada com vida.

Na capital gaúcha, em um período de 12 horas choveu 75 milímetros, o que corresponde à metade do previsto para o mês inteiro.

Cidades em situação de emergência devido à chuva:
– Tiradentes do Sul
– Campo Novo
– Três Passos
– Coronel Bicaco
– Tenente Portela
– Panambi
– Cristal
– Sertão
– São Jerônimo
– Tunas
– São José das Missões
– Itaqui
– Casca
– São Borja
– Pedras Altas
– Boqueirão do Leão
– Dom Pedrito
– Barros Cassal
– Vila Lângaro
– Barão de Cotegipe
– Três Arroios
– Ponte Preta
– Miraguaí
– Irai
– Cristal do Sul
– Uruguaiana
– Boa Vista das Missões
– Paim Filho
– Lagoão
– São Nicolau
– São Sebastião do Caí
– Gentil
– Ibirapuitã
– Soledade
– Garruchos
– Porto Xavier
– Inhacorá
– Pirapó
– Porto Mauá
– Roque Gonzáles
– Três de Maio
– Maquiné
– Sinimbu
– Terra de Areia
– Chiapeta
– Novo Barreiro
– Vista Gaúcha
– Floriano Peixoto
– São Pedro das Missões
– Itati
– Minas do Leão
– Rio dos Índios
– Arroio do Meio
– Santo Ângelo
– Catuípe
– Santo Antônio das Missões
– Itapuca
– Barra do Quarai
– Braga
– Sagrada Família
– Vicente Dutra
– Liberato Salzano
– Frederico Westphalen
– Jaboticaba
– Palmitinho
– Trindade do Sul
– Guaporé
– Caraá

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Charrua, Erebango, Paulo Bento, Cruzaltense, Campinas do Sul e Jacutinga estão entre o municípios mais atingidos por chuvas e temporais entre a tarde desta quarta e manhã desta quinta-feira (8).

Ventos fortes causaram queda de árvores em inúmeros pontos da região. Na ERS 211, uma árvore caiu sobre a pista na manhã desta quinta.

Outras árvores também caíram sobre a pista da BR 153. Em ambos os casos, já há trabalho para remoção e não há interrupção de trânsito.

No interior de Erebango, em uma área indígena, de acordo com informação da Força Voluntária de Proteção em Defesa Civil do Alto Uruguai, mais de 30 casas foram destelhadas.

Há informações ainda de destelhamentos em Paulo Bento. A água baixou, após alagamentos em Campinas do Sul, Cruzaltense e Jacutinga, no final da tarde e início da noite desta quarta.

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Entre a manhã e a tarde desta quinta-feira (1), mais 11 municípios gaúchos assinaram decretos de situação de emergência devido à chuva no Rio Grande do Sul. Agora, são 41 municípios aguardando a homologação pelo Estado e pela União.

Entre os novos decretos está o da prefeitura de São Sebastião do Caí, onde, no começo da semana, mais de 100 famílias estavam fora de casa. O número caiu para 35.

Em todo o Estado, são 74 municípios atingidos pelas chuvas das últimas semanas, e 903 famílias estão fora de casa (674 desalojadas e 229 famílias desabrigadas). Durante a manhã, a Defesa Civil do RS informou que 4,8 mil pessoas haviam sido removidas de suas residências – no entanto, o número foi corrigido para 3,9 mil na tarde.

São Jerônimo, Itaqui, São Borja, Uruguaiana, Iraí e Montenegro estão entre as cidades mais atingidas. A Defesa Civil segue em atenção para o nível do Rio Uruguai, que está subindo em diversos pontos.

No Diário Oficial da União, está publicado o reconhecimento da situação de emergência dos municípios de Dom Pedrito e Tenente Portela. O documento prevê a liberação de recursos para que as prefeituras façam a reconstrução dos danos nas cidades.

Nas outras cidades onde o decreto ainda não foi homologado, o Estado apenas presta ajuda humanitária, com entrega de doações.

Situação de emergência
Estão em situação de emergência os municípios de Tiradentes do Sul, Campo Novo, Três Passos, Coronel Bicaco, Tenente Portela, Panambi, Cristal, Sertão, São Jerônimo, Tunas, São José das Missões, Itaqui, Casca, São Borja, Pedras Altas, Boqueirão do Leão, Dom Pedrito, Barros Cassal, Vila Lângaro, Barão de Cotegipe, Três Arroios, Ponte Preta, Miraguaí, Irai, Cristal do Sul, Uruguaiana, Boa Vista das Missões, Paim Filho, Lagoão, São Nicolau, São Sebastião do Caí, Gentil, Ibirapuitã, Soledade, Garruchos, Porto Xavier, Inhacorá, Pirapó, Porto Mauá, Roque Gonzáles e Três de Maio.

Como ajudar
A Defesa Civil Estadual está recebendo doações para os atingidos pelas chuvas. Os itens são repassados na medida em que os moradores comprovam situação de vulnerabilidade social e comprovam que sofreram danos com as chuvas.

“Precisamos de agasalhos, calçados, alimentos não perecíveis e colchões. Mas não são itens de descarte. Os moradores atingidos precisam de doações em bom estado”, pede o sub-chefe da Defesa Civil do RS, Jarbas Ávila.

Cada município tem o seu modelo de central de doações. Quem quiser ajudar pode ligar para o número 199 e se informar sobre qual o local de doação mais próximo.

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Não existem relatos anteriores informando uma enchente de tamanha dimensão e estragos causados ao município de Três Arroios como a que ocorreu no final da tarde desta terça-feira (30).

Choveu mais de 150 mm nas últimas 24 horas e a chuva ainda continua. Com o transbordamento dos rios Napoleão, da Sede e Perdido, a avenida Felipe Kops foi totalmente tomada pela correnteza das águas, atingindo residências, comércio, clube, salão paroquial, Casa de Cultura, Casa Mortuária, Cartório, Banco Sicredi, Balneário, dentre outros, arrastando tudo o que tinha pela frente.

Moradores foram resgatados de residências com maquinário da Prefeitura e a noite foi de pânico para a população local.

Os estragos são enormes e as equipes da Secretaria de Obras, Agricultura, Emater e Defesa Civil local estão fazendo um levantamento mais detalhado dos prejuízos.

Na agricultura, os hortigranjeiros foram os mais atingidos, além das pastagens para os bovinos de leite.

As aulas foram suspensas devido as condições das estradas, que foram muito danificadas com queda de barreiras e obstrução de bueiros, e a Administração Municipal avalia ainda se decreta Situação de Emergência.

Há exatos cinco meses, o município de Três Arroios foi atingido por uma chuvarada intensa, que causou prejuízos de mais de dois milhões de reais e, na época, foi decretada situação de emergência, sendo reconhecida pela Defesa Civil do Estado e Nacional e, justamente nesta terça-feira, o prefeito Lirio Antonio Zarichta recebeu a informação do indeferimento do pedido de apoio federal para a reconstrução das estradas, pontes, pontilhões e bueiros destruídos na época.

Zarichta lamenta que “são gastos recursos, tempo e pessoal para atender a burocracia com fins de ser reconhecido o estado de emergência e, depois de meses, simplesmente algum burocrata diz não. Sempre sobra para os municípios que já vivenciam as dificuldades financeiras normais, reflexos destas crises econômicas e políticas, e ainda mais precisam se deparam e resolver tais problemas adversos”.

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No final da tarde desta terça-feira (30), O rio Jupirangaba, que atravessa a cidade de Barão de Cotegipe, transbordou devido ao grande volume de chuvas que caiu nas últimas horas na região, alagou o centro da cidade, invadiu lojas e residências e causou pânico na população. Ele se encontra no centro da cidade com o rio Paiol Grande, aumentando ainda mais o volume de água. Não há informações sobre vítimas e os estragos provocados pela enxurrada.

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Um temporal atingiu a cidade de Sertão, na Região Norte do Rio Grande do Sul, com vento forte e granizo na tarde deste sábado (27). No Hospital São José, o único do município, parte do telhado foi arrancada pelas rajadas, e uma das alas ficou alagada. Na instituição de saúde, um médico conta que recebeu cinco pessoas feridas.

“Atendi cinco pessoas com cortes, alguns até profundos, com necessidade de pontos pra sutura”, conta o plantonista Marco Antônio Nardi.

O médico diz nunca ter visto um temporal tão forte na cidade. “Aqui no hospital remanejamos pacientes internados para outros quartos por causa do telhado que foi arrancado”, completa.

A maioria dos feridos estava em uma confraternização com mais de 200 pessoas, no interior do município. Parte do telhado do ginásio foi levado pelo vento, e a igreja foi destelhada. Árvores foram derrubadas.

Na Escola Municipal João Altônio de Col, parte do ginásio ameaçava desabar. O município avalia se haverá aulas na segunda-feira (29), em função do problema. Não há sinal de telefonia móvel na cidade.

Defesa Civil segue em alerta
A Região Norte é uma das mais afetadas pela chuva dos últimos dias. De acordo com a última atualização da Defesa Civil, já são 48 municípios com algum tipo de problema.

Os municípios de Campo Novo, Três Passos, Coronel Bicaco, Tiradentes do Sul e Tenente Portela decretaram Situação de Emergência, em decorrência das chuvas da última quarta-feira (24).

Outros municípios estudam a possibilidade de decretação de emergência, como Porto Lucena, Rondinha, Arroio Grande, Cristal, Pedras Altas, Itaqui, Redentora e Boqueirão do Leão.

Em Arroio do Meio houve deslizamento de barreira, no distrito de Palmas, onde a estrada foi interditada. Em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, 80 famílias ficaram desalojadas. A coordenadoria de Passo Fundo, na Região Norte, informou a queda de uma árvore na BR-285, em Mato Castelhano. Em Sananduva, houve queda de granizo.

Os municípios mais afetados e que seguem em observação, segundo a Defesa Civil, são: Agudo, Arroio Grande, Cachoeira do Sul, Carlos Barbosa, Cristal, Dona Francisca, Espumoso, Estrela, Jacuizinho, Júlio de Castilhos, Lagoão, Maratá, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Pedras Altas, Redentora, Santa Cruz do Sul, São Borja, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, Teutônia, Uruguaiana e Veranópolis.

A Defesa Civil continua em estado de alerta. Informações ou os pedidos de auxílio podem ser encaminhados pelo telefone 199.

Dados da Defesa Civil:
– Cidades afetadas: 48
– Famílias desabrigadas: 41
– Familiais desalojadas: 175
– Situação de Emergência: 5

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O vendaval da manhã deste domingo deixou um rastro de destruição em São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha. O vento devastou o que foi encontrando pela frente. Postes de energia, árvores, casas, escolas, pavilhões de esportes, postos de saúde e até uma igreja ficaram completamente destruídas pelo temporal. A defesa Civil chegou a informar duas vítimas fatais, mas à noite voltou atrás e confirmou uma morte em São Francisco de Paula em decorrência do temporal.

A vítima fatal foi identificada como Claudenir Gomes de Freitas, 24 anos, morador do Santa Isabel. Ele morreu após a parede do pavilhão de esportes da escola do bairro desabar sobre sua residência. O fenômeno foi classificado como tempestade severa pela Metsul Meteorologia, mas não está descartada a possibilidade de que um tornado tenha atingido o município serrano, que vai decretar estado de calamidade nesta segunda-feira.

Os moradores do município relataram o susto que levaram com o temporal. O mecânico Laureci Pereira Chaves não estava em casa no momento da rajada de vento. “Eu tinha ido a um velório, mas toda a minha família estava em casa”, afirmou. Chaves teve sua residência no Loteamento Santa Isabel completamente destruída pelo fenômeno natural. “Veio tudo abaixo. Eu perdi tudo. Vou recomeçar do zero. Tinha seis pessoas na casa”, contou.

O mecânico conta que os familiares ficaram embaixo de um guarda-roupa e não sofreram ferimentos. “Foi o roupeiro que serviu de escudo quando as paredes caíram. Graças a Deus não aconteceu nada”, agradeceu.

Já Sebastião Carasai, morador do Loteamento Santa Isabel, lembrou do barulho causado pelo vento. “O vento foi chegando e fazendo um barulhão. Quando caiu a janela, eu me atirei atrás do balcão, pensei em Deus e mais nada”, descreveu.

Marceli Medino, moradora de Cambará do Sul, estava visitando a mãe em São Francisco de Paula. Segundo ela, o vento passou rapidamente deixando um rastro de destruição. “Foi questão de um minuto. Escutamos os barulhos de telha e, de repente, começou a chover dentro de casa. Começamos a rezar. Felizmente passou rápido, mas foi um susto enorme. Temos que agradecer por ter sido apenas danos materiais”, afirma.

Conforme a Defesa Civil de São Francisco de Paula, oito bairros foram atingidos e oito pessoas podem estar desaparecidas. Os locais mais atingidos foram os loteamentos Santa Isabel e São Miguel. No entanto, o temporal causou estragos também nos bairros Gaúcha, Querência, Pedra Branca, Distrito Industrial, Cipó e no Centro. Estimativa da Defesa Civil aponta que o vendaval atingiu entre 1,4 e 1,6 mil pessoas. Equipes de apoio aos desabrigados estão concentradas no Ginásio Municipal.

“Temos mais de 500 famílias registradas. São pessoas que vieram buscar lonas, donativos e marmitas. É muito triste o que estamos vivendo. Você olha no semblante das pessoas e não tem reação”, afirmou o coordenador da Defesa Civil no município, Maurício da Silva Borges.

Segundo Borges, muitas famílias relutam em deixar suas residências por medo de saques. O efetivo do Pelotão de Operações Especiais (POE) da Brigada Militar foi mobilizado para reforçar a segurança nos bairros mais afetados. “O pior é que a chuva não deu trégua. Queremos sensibilizar as pessoas a saírem de casa, mas muitas insistem em ficar”, disse.

Os desabrigados foram levados para o Ginásio Municipal, que fica ao lado do Corpo de Bombeiros Municipal. Autoridades pedem a doação de lonas, telhas, alimentos, água, material de limpeza e higiene, colchões e cobertores. Diversos municípios do Rio Grande do Sul estão mobilizados para ajudar São Chico. Em Gramado, a prefeitura está recebendo donativos no Ginásio Perinão e disponibilizou ambulâncias e lonas para ajudar os desabrigados. Em Canela, as doações são recolhidas no CTG Querência.

Uma equipe do Departamento Municipal de Limpeza Urbana da Prefeitura de Canela foi até a cidade vizinha para prestar auxilio no trabalho de recuperação dos estragos. São Francisco de Paula foi atingida por um tornado em 8 de julho de 2003, quando 50 pessoas ficaram feridas. Não houve registro de mortes no incidente natural.

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O verão começou nesta quarta-feira, às 7h44min no Hemisfério Sul, e termina no dia 20 de março de 2017. A previsão é de que as temperaturas sejam mais amenas do que as registradas no verão passado, quando o fenômeno El Niño provocou um aumento nas temperaturas e nas chuvas em algumas regiões.

“No ano passado, tivemos um dos fenômenos El Niño mais fortes da história. Então, se formos comparar o ano passado e este ano, provavelmente este ano o verão não vai ser tão quente como no ano passado, porque o El Niño tem como característica aumentar a temperatura no Brasil”, explica a climatologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), Renata Tedeschi.

Segundo ela, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a temperatura deve ficar dentro da média histórica. Nas regiões Norte e Nordeste, as temperaturas devem ficar dentro da média acima desse valor.

Chuvas

O verão deste ano deve ser de chuvas abaixo da média histórica na Região Nordeste, principalmente no semi-árido nordestino, segundo a climatologista. Isso por causa do aquecimento das águas do Atlântico Tropical Norte, que afetam a precipitação do Nordeste, ocasionando menos chuvas na região. “Se o Atlântico Tropical Norte continuar aquecido, o próximo trimestre provavelmente vai ser caracterizado por chuvas abaixo da média histórica na Região Nordeste”, diz Tedeschi.

Na Região Norte, a previsão é de que a precipitação seja dentro da média histórica, com leve tendência a ter uma estiagem. Para a Região Sul, a previsão é de que a chuva seja de normal a levemente acima do normal. “Em grande parte, a chuva ficará dentro da média histórica”, avalia.

Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, o CPTEC ainda não tem uma previsão sobre as precipitações no verão. “Porém, janeiro fevereiro e março fazem parte da estação chuvosa nessas duas regiões. Consequentemente, espera-se chuva, mas não sabemos prever se ela estará acima ou abaixo da média histórica”, diz Tedeschi.

O dia do início da estação é chamado de solstício de verão, que é quando o máximo de radiação solar chega à região e ocorre o dia mais longo do ano. A data é conhecida como solstício de verão para quem está abaixo da Linha do Equador e solstício de inverno para quem vive no Hemisfério Norte, quando a partir deste dia será inverno.

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O governo do Rio Grande do Sul reconheceu a situação de emergência de nove municípios gaúchos após os prejuízos causados por temporais no último mês. Foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (4) a homologação dos decretos de Santo Antônio do Palma, Montenegro, David Canabarro, Jaguari, Vila Maria, Marcelino Ramos, Getúlio Vargas, Ivoti e Nova Bassano.

O decreto, assinado pelo governador José Ivo Sartori, reconhece “os prejuízos econômicos e materiais nos municípios atingidos”. Através da homologação, os municípios podem utilizar de benefícios como ajuda humanitária, dispensa do processos licitatórios e da abertura de crédito extraordinário, entre outros.

O temporal de outubro causou enchentes e cheias de rios, e deixou famílias desabrigadas e desalojadas em boa parte do estado. Casas foram danificadas com o vento e granizo, e rodovias bloqueadas devido a deslizamentos e acúmulo de água. Os vales do Taquari e do Caí e a Região Central foram as localidades com mais danos.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, devem ser comprovados danos humanos, materiais e/ou ambientais com prejuízos econômicos públicos que superem 2,77% ou prejuízos privados na ordem de 8,33% da receita corrente liquida anual do município, para que o Estado ou a União possam intervir.