Confira o que pode ser afetado com paralisação de servidores no RS

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Servidores públicos estaduais do Rio Grande do Sul pretendem paralisar as atividades na segunda-feira (3) em protesto contra a medida de parcelamento dos salários adotada pelo Palácio Piratini, anunciada oficialmente nesta sexta-feira (31). Uma manifestação está prevista para a manhã no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre. Confira abaixo como os principais serviços podem ser afetados.

Segurança pública
Em reuniões nesta sexta-feira (31), associações de servidores de nível médio da Brigada Militar e do Corpo de Bombeiros orientaram a categoria a paralisar as atividades. Uma nota conjunta assinada por nove entidades recomenda que a população não saia de casa na segunda-feira (3).

“A orientação é para que os colegas permaneçam nos quarteis e atendam somente o serviço emergencial, que colocar em risco a vida do cidadão. Por isso a população é orientada a não sair de casa. Não haverá policiamento ostensivo”, disse o coordenador da Associação de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Abergs), Ubirajara Pereira Ramos.

A posição é a mesma adotada pelos servidores da Polícia Civil. Segundo o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm), os servidores vão cruzar os braços das 8h às 18h e as viaturas não vão circular. Apenas os casos de crimes graves devem ser atendidos.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que “possui plena confiança de que o efetivo manterá o atendimento à população” e que as ruas não ficarão sem policiamento. Também por meio de nota, o Comando-Geral da Brigada Militar endossa a posição da SSP e diz que confia que os servidores não vão contrair a legislação.

Escolas
Após reunião do Conselho Geral do Cpers-Sindicato, os professores da rede estadual aprovaram a paralisação na segunda-feira (3). A orientação da categoria é para que os pais não levem os filhos para as escolas estaduais.

Dos 156 mil professores estaduais, 62 mil foram atingidos com o parcelamento dos salários, segundo o Cpers. A categoria também aprovou um calendário de mobilização. Até o dia 18, as escolas devem fazer turno reduzido, com a diminuição de um ou dois períodos, o que equivale a 25% do horário de aula.

Quanto às escolas particulares, o Sindicato do Ensino Privado (Sinepe-RS) afirmou que não passou nenhuma orientação a seus filiados e que caberá a cada escola avaliar a situação na segunda-feira e decidir se abre o não.

Hospitais e postos de saúde
Como a saúde pública é municipalizada, a paralisação de servidores estaduais não deve ter impacto significativo sobre postos de saúde e hospitais. Mesmo assim, os funcionários estaduais da área de saúde foram orientados a cruzar os braços, diz a Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado (Fessergs).

Transporte público
A possível falta de policiais nas ruas pode afetar também o transporte público em Porto Alegre. Segundo o Sindicato dos Rodoviários da capital, uma reunião no início da manhã de segunda-feira (3) vai definir se os ônibus vão ou não circular normalmente. O Trensurb, que trabalha com segurança privada, vai funcionar normalmente.

Comércio
Em nota, o Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas) afirmou que orientou os lojistas a abrirem normalmente seus estabelecimentos e trabalharem normalmente na segunda-feira (3). Segundo a entidade, os comerciantes devem ficar atentos a movimentações nas proximidades das suas lojas, a fim de garantir a preservação do patrimônio e a segurança de funcionários e clientes. O Sindilojas também repudiou a decisão dos órgãos de segurança pública de paralisar as atividades.

Bancos
O funcionamento dos bancos também pode ser afetado. O Sindicato dos Bancários (SindBancários) entrou com uma ação nesta sexta-feira (31) para impedir a abertura das agências nas e postos de serviços bancários de sua área de atuação fiquem fechadas se não houver policiamento ostensivo na segunda-feira, 3/8.

A direção do sindicato entende que não há condições de trabalho para os bancários nem garantias para clientes realizarem operações em agências ou em terminais de autoatendimento caso não haja policiamento nas ruas. A Fetrafi-RS também anuncia ação cautelar extensiva a todo o Estado.

Serviços públicos
Os serviços públicos estaduais devem ser bastante afetados na segunda-feira. A Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado (Fessergs), entidade que congrega sindicatos de diversas categorias, convocou uma paralisação geral para a segunda-feira (3). Uma manifestação será realizada pela manhã no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre. A entidade promete bloquear a entrada de servidores no prédio e mobilizar também servidores no interior do estado durante a semana. No dia 18, está programa uma grande assembleia de servidores estaduais.