Confirmado caso de meningite bacteriana em Erechim

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Uma jovem de 24 anos está internada no isolamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital de Caridade de Erechim e exames confirmaram que ela está com meningite bacteriana.

A jovem reside no interior de Erebango e chegou ao hospital no último domingo (22).

Segundo a enfermeira, Taís Neis, a paciente precisa de cuidados específicos, porém, o quadro de saúde é estável. “Desde a chegada ao hospital ela já começou a receber antibióticos e o cuidado foi redobrado”, pontou, citando que esse tipo de meningite não é muito comum e que há mais incidência do tipo viral.

Taís reforça a população que os primeiros sinais de alerta e que podem ser sintomas do quadro são: dor de cabeça, rigidez na nuca, vômito em jato e febre.

O Núcleo de vigilância epidemiológica de Erechim informou que no período de cinco anos (2010/2015) foram investigados 68 casos suspeitos de meningite, sem nenhum óbito registrado.

Transmissão

Conforme o setor, a transmissão se dá pelo contato da saliva ou gotículas de saliva da pessoa doente. Ao contrário da crença popular, a meningite não é transmitida com tanta facilidade como a gripe, e é necessário um contato prolongado para o contágio. Familiares, colegas de turma, namorados e pessoas que residem no mesmo dormitório são aqueles com maior risco. Contatos ocasionais, como apenas um comprimento, uma rápida conversa, ou dividir o mesmo ambiente por pouco tempo oferece pouco risco. Mesmo que durante uma aula você sente ao lado de alguém infectado, se esta exposição for menor do que seis horas, o risco de contágio é baixo.

Tratamento

A equipe de vigilância epidemiológica destaca ainda, que para a meningite viral muitas vezes o tratamento é dispensável, pois a doença costuma desaparecer sozinha após algumas semanas. “Geralmente os únicos meios de terapia indicados pelo médico são repouso, ingestão muita água e o uso de medicamentos para aliviar as dores. Já para casos de meningite bacteriana o tratamento deve ser imediato por meio de antibióticos”, explica.

Medidas preventivas

– Lave sempre as mãos. Elas são a principal porta de entrada para muitas doenças;

– Não compartilhe itens de uso pessoal com outras pessoas, como copos ou escovas de dente;

– Permaneça sempre saudável, com o sistema imunológico funcionando corretamente;

– Ao tossir ou espirrar, cubra a boca;

– A limpeza e a higiene deve ser as habituais. Não há necessidade de inutilizar ou desinfetar objetos de uso pessoal do doente;

– Tome muita água durante todo o dia para evitar a desidratação;

– Só faça uso de medicamentos para aliviar os sintomas, se forem prescritos por seu médico;

– Mantenha o calendário vacinal da criança em dia;

– Procure o mais breve possível um serviço de saúde para uma avaliação do quadro clínico.