Cuidado com a saúde bucal na terceira idade é sinal de qualidade de vida

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A chegada da melhor idade é tempo de cuidados especiais com a saúde física e mental. Precauções como alimentação saudável, exercícios físicos ponderados e vida social ativa devem fazer parte das preocupações tomadas. Porém, além destes cuidados, a saúde bucal também interfere na qualidade de vida dos vovôs. Uma boa saúde bucal na terceira idade segue os mesmos padrões de manutenção que em outras faixas etárias.

Exames odontológicos periódicos devem sempre ser mantidos, mesmo em casos de idosos totalmente sem dentes, de acordo com o coordenador do Estágio em Odontogeriatria da UFRGS, Alexandre Fávero Bulgarelli. O especialista destaca que é mito pensar que na terceira idade os dentes ficam mais sensíveis e por isso caem.

– Os dentes não se tornam mais fracos ou mais sensíveis com o envelhecimento. O que acontece é que algumas vezes por motivos de doenças gengivais ou mesmo maneiras erradas de escovação ao longo da vida fazem com que certas partes mais sensíveis dos dentes, como as raízes, fiquem expostas. Essa exposição pode acarretar algum desconforto ou até mesmo dor no dente, não significando que o dente se torna mais fraco ou sensível com a velhice – afirma Alexandre Fávero Bulgarelli.

Outro aspecto a ser considerado é quais alimentos são melhores para a mastigação nesta fase da vida. A escolha do alimento varia de acordo com a condição bucal e estado geral de cada vovô. Ausência de dentes ou próteses dentárias mal adaptadas, que machuquem a gengiva, são situações que sempre precisam ser tratadas para que eles consigam se alimentar normalmente. Caso haja alteração desta condição de normalidade por motivos de doenças ou sequelas, a alimentação deverá ser construída e supervisionada, também, por nutricionistas e geriatras.