Dor de cabeça tem maior incidência no inverno

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No inverno, o frio pode chegar acompanhado de outros incômodos, como dor de ouvido, de garganta ou de cabeça. A dor de cabeça é um sintoma comum para muitas doenças diferentes. A doutora Tanit Ganz Sanchez, otorrinolaringologista, aponta duas possibilidades para explicar o motivo de as dores de cabeça serem mais frequentes no inverno: podem estar relacionadas problemas nas vias respiratórias e às mudanças alimentares.

Segundo ela, as inflamações e infecções respiratórias mais comuns no inverno, como rinites, sinusites, amigdalites e faringites, em geral, provocam dor ou desconforto no nariz ou na garganta, febre baixa ou alta e, muitas vezes, dor de cabeça, pelo próprio estado inflamatório ou infeccioso. “Nesses casos, fazer o diagnóstico e começar o tratamento medicamentoso da infecção pode melhorar a dor de cabeça rapidamente”, afirma Tanit.

Com as temperaturas mais baixas, o corpo exige o consumo de alimentos que liberam energia para mantê-lo aquecido. É comum, nesta época, as pessoas aumentarem significativamente a ingestão de carboidratos, como pães, sopas e massas em geral, e alimentos com alto teor de gordura, como queijos, fondues, dentre outros, que alteram o metabolismo diretamente, esclarece a especialista.

Há ainda os achocolatados, cafés e chás, que são ricos em cafeína. Segundo Tanit, quando consumidos em excesso, podem aumentar a chance de provocar dor de cabeça, além de zumbido, ouvido tampado e até tonturas. Para evitar, recomenda-se manter cautela na ingestão desses alimentos. “Como a relação da dor de cabeça com os erros alimentares é menos conhecida, nem sempre se faz o diagnóstico correto”, observa a médica. “Com isso, as pessoas tentam controlá-la usando analgésicos várias vezes ao dia, quando deveriam apenas readequar a alimentação”, completa. “Por isso, ao surgir qualquer sintoma frequente, é indicado procurar um médico para que o problema não se torne crônico e de difícil tratamento”, finaliza Tanit Sanchez.