Erechim terá três chapas para as eleições majoritárias

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Acabou o suspense. Erechim terá três candidaturas à prefeitura de Erechim. Ana Oliveira (PMDB) e Anacleto Zanella (PT) definiram ainda na terça-feira, 2.

Nesta sexta-feira, 5 de agosto, último dia para as convenções partidárias mais duas candidaturas ficaram definidas. Primeiro de Flávio Tirello (PSB) com Elio Spanhol (Rede Sustentabilidade) e a segunda de Luiz Francisco Schmidt (PSDB) e Marcos Lando (PDT).

Foi um dia tenso, de muitas reuniões e acusações antes das convenções. Flavio Tirello (PSB) que já tinha definido sua candidatura à prefeito na quarta-feira, 3, com apoio do PTB, PROS e Rede Sustentabilidade,mas deixou a ata em aberto para buscar mais apoios nesta sexta-feira, onde 13 partidos realizaram suas convenções.

A Coligação se chamará “Novas Ações, Novas Ideias”. Após a oficialização da candidatura, Flavio e Spanhol falaram sobre os desafios desta campanha: “Queremos o continuísmo do que está aí, ou queremos voltar ao passado”, fazendo alusão aos seus dois adversários no pleito que inicia dia 16 de agosto. “Nós temos um projeto para Erechim, com novas idéias, um jeito novo de governar. Somos uma alternativa para mudar a política que está aí”, salientou.

Seu vice, Elio Spanhol disse que “precisamos tirar Erechim da mesmice. Queremos o novo, dá oportunidades para todos e governar de verdade para os interesses da comunidade”.

O PSB concorrerá para a Câmara de Vereadores sozinho,com nominata própria. Já PTB, Rede Sustentabilidade e PROS estarão juntos na proporcional.

TIRELLO

Os movimentos ao longo do dia já davam como certo a candidatura de Schmidt que foi prefeito de Erechim de 1997 a 2000. Mas a dúvida pairava sobre quem seria seu vive. As exaustivas reuniões na casa do PSD na Avenida Sete de Setembro, demorou mais que o esperado antes do início da noite. Ali, foi escolhido o nome de Marcos Lando (PDT) que não abriu mão em nenhum momento. Tal decisão deixou alguns atordoados e quem foi saindo da reunião mostravam semblantes de indignação.

O principal derrotado foi o colega de Lando na Câmara de Vereadores e presidente do PDT, Ernani Mello que trabalhou para concorre a prefeito, mas não conseguiu que sua candidatura prosperasse. Ele era o mais abatido quando saiu das reuniões da tarde, mas se recompôs para a convenção da noite do partido, onde na condição de presidente, foi quem conduziu a reunião.

A coligação, além do PSDB e o PDT, conta com o apoio do PP, PR, PHS, PRB, PMB, PMN e Solidariedade, podendo fazer parte ainda o DEM.

O encontro dos partidos foi no Seminário Nossa Senhora de Fátima, onde o PDT realizou sua convenção.

O candidato a vice-prefeito Marcos Lando (PDT) em seu discurso afirmou que “precisamos melhorar a nossa cidade. Temos muito por fazer”.

Já Luiz Francisco Schmidt (DEM) frisou que esta coligação com o PDT tem algo de especial: “estou voltando para casa. Eu saí do PDT, mas o PDT nunca saiu de mim. Tenho em casa uma foto do Brizola”. Ele saiu do PDT em 2000, quando foi derrotado nas urnas por Eloi Zanella (PP) quando concorreu à reeleição. De lá para cá, passou pelo PPS, Democratas até ingressar no PSDB.

Ao longo de seu discurso lembrou passagens da vida e também do PDT: “Depois dos 60 anos o homem vira um contador de histórias”. Ressaltou que na política todos cometem erros, mas que “homens de bem deveriam sempre caminhar juntos”. E ao encerrar seu discurso repetiu as palavras da abertura: “estou voltando para casa”.

SHIMITD