Governo do RS anuncia que salários de novembro serão parcelados

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O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta sexta-feira (27) que o pagamento da folha salarial de novembro será feito mais uma vez de forma parcelada a partir do final de semana. Os depósitos nas contas dos servidores estaduais ficarão condicionados ao ingresso de R$ 302 milhões referentes aos créditos do Fundo de Fomento Automotivo (Fomentar), que esta previsto para ocorrer entre a segunda (30) e terça-feira (1º).

A verba é resultado de um projeto aprovado pela Assembleia Legislativa que concede desconto para a General Motors (GM) após o pagamento antecipado de empréstimos concedidos pelo governo estadual. A estimativa é de que a GM injetaria cerca de R$ 300 milhões nos cofres públicos.

No dia da votação, o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, havia dito que essa verba seria fundamental para o pagamento da folha dos servidores estaduais em novembro. “Sem isso, não teria condições nenhuma de fazer o pagamento da folha de novembro em dia”, afirmou.

Desde o início do mandato de Sartori, em janeiro, o governo do Rio Grande do Sul tem enfrentado dificuldades para quitar a folha de pagamento dos servidores estaduais.

De acordo com o governo gaúcho, para arcar com a folha de R$ 1,2 bilhão, o repasse para as prefeituras e hospitais será sacrificado, bem como o pagamento de fornecedores. Está previsto também o atraso, pelo nono mês consecutivo, da parcela da dívida com a União, no valor de R$ 270 milhões.

O pagamento da folha, de acordo com o governo gaúcho, não seria possível neste mês, se a Assembleia Legislativa do estado não tivesse aprovado na terça-feira (24) o adiantamento dos R$ 302 milhões do Fomentar.

Junto a isso, o governo gaúcho teve ainda que atrasar R$ 650 milhões em contas, sendo que algumas já estão atrasadas há dois meses, como os repasses para o transporte escolar e dos recursos para a Saúde.

A folha de pagamento dos servidores do poder Executivo representa R$ 967 milhões, além de outros R$ 55 milhões para as autarquias e fundações, R$ 120 mil para consignações bancárias e mais R$ 72 milhões para o pagamento de tributos.