Idosos devem redobrar os cuidados com as calosidades nos pés

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Depois de anos aguentando o peso do corpo e todas as intempéries que acontecem ao longo deles, é mais que compreensível que os pés fiquem mais frágeis na terceira idade. Com o envelhecimento, ocorrem modificações nas estruturas anatômicas e fisiológicas do pé, que podem interferir e muito na qualidade de vida do idoso. Uma dessas modificações, que se intensificam após os 60, são as calosidades.

As calosidades, ou zonas de hiperqueratose reacional, aparecem em local de proeminência óssea depois de muito tempo sofrendo pressão e atrito. “O tecido hiperqueratósico constitui uma reação de defesa, ou seja, a calosidade se forma para se defender de uma agressão, que pode ser um calçado apertado, por exemplo”, explica a podóloga Cláudia Andréa Olindino.

A calosidade, além de ocasionar dor, pode ainda trazer dificuldade de locomoção e, em situações mais graves, ulcerar, infectar-se (principalmente se o idoso sofre de diabetes) e até causar artrite séptica.

Mas por que idosos apresentam tantos calos, mesmo aqueles que usam sapatos adequados? A explicação é simples. Ao longo da vida, o desgaste e absorção do tecido adiposo da planta do pé tornam os pés mais finos e, assim, os ossos ficam mais projetados, deixando-os desprovidos de amortecimento contra o solo ou sapatos, por mais confortáveis que sejam. “Por isso, é importante que os idosos redobrem os cuidados com as calosidades nos pés”, argumenta Cláudia Andréa Olindino.

Tratamento – Uma maneira de evitar que as calosidades apareçam, além do uso de sapatos adequados, é a hidratação diária dos pés. Quanto mais secos e ásperos, mais atrito com meia, calçados e até com o chão. Porém, não vale pegar qualquer creme no banheiro e passar – o correto é utilizar um produto próprio para a hidratação da área.

Para aqueles que já possuem as calosidades, o ideal é usar produtos pensados exclusivamente para a redução das áreas endurecidas. “Evite lixar em demasia, pois além de agredir o pé, pode piorar a calosidade, fazendo fissuras ou ainda aumentando-as”, alerta.

A esfoliação é outro cuidado básico, porém, só é recomendada caso o idoso não tenha o pé muito frágil, a pele muito fina ou ainda, problemas comuns decorrente do diabete.