MP denuncia mais 18 pessoas em operação contra fraude no leite

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O Ministério Público (MP) apresentou 18 novas denúncias referentes aos crimes investigados pelas fases 7 e 8 da Operação Leite Compensado, deflagrada em maio de 2013. Os documentos foram entregues pelo promotor Mauro Rockenbach à Justiça de Erechim e Getúlio Vargas, na quarta-feira (22).

Em relação à sétima fase, foram 12 pessoas foram denunciadas em dois processos diferentes, sendo que Amauri Rempel, Angélica Rempel e Andresa Segatt são citados em ambos os casos.

Conforme o MP, foram detectados dois núcleos da fraude. Um deles é compreendido entre maio de 2014 e maio de 2015. As investigações apontaram que Eliana Maria Vendruscolo Suzin, gerente e administradora de uma empresa, e também Edeovar Tenutti, Vandirlei Luiz Barbieri e Neodir Soares (motoristas da empresa), adulteravam, falsificavam, corrompiam e transportavam o leite fraudado até um posto de resfriamento.

Lá, o proprietário Amauri Rempel recebia o produto, com auxílio das laboratoristas Andresa Segatt e Angélica Rempel, que não realizavam as análises adequadas para atestar os parâmetros de controle de qualidade de matéria-prima, com o auxílio de Márcia Bernardi, que é laboratorista chefe.

No mesmo período, outro grupo também encaminhava leite adulterado para o posto de resfriamento, desta vez formado por Dionisio Pogorzelski, Jovani José Pogorzelski, Natal Agapito Machado Filho e Clair Marcio Modkovski.

Os proprietários de uma empresa de transportes, Dionisio Pogorzelski e Jovani José Pogorzelski, eram os mentores do esquema criminoso e chefiavam os motoristas Natal Agapito Machado Filho e Clair Marcio Modkovski, que participavam ativamente do crime ao adulterar, falsificar, corromper e transportar leite até o posto de resfriamento. Em dezembro de 2014, 22 pessoas foram denunciadas nesta fase da operação.

Leite Compensado 8
Em relação à oitava fase, mais seis pessoas foram denunciadas. Os primos Adriano e Reinaldo Melati, bem como Marcos José Baldiga, Ediovani Gleison Demarco, Douglas Bonfante, e Ariel Paulo Narzetti foram denunciados pela adulteração no leite encaminhado para a Cooperativa de Pequenos Agropecuaristas de Campinas do Sul (Coopasul).

De acordo com as investigações, entre os dias 9 e 11 de março deste ano, no município de Ponte Preta, os dois primos corromperam e alteraram leite in natura mediante à adição de água e de algum soluto para aumentar o volume da carga.

O presidente da Coopasul, Ariel Paulo Narzetti, junto aos responsáveis pelo laboratório da empresa Douglas Bonfante e Marcos José Baldiga, além de Ediovani Gleison Demarco, que fazia as coletas de amostras da Coopasul, recebeu a substância alimentícia adulterada, corrompida e falsificada, destinada a consumo humano, mantendo-a em depósito para vender.

Na última fase da operação, haviam sido denunciadas 16 pessoas, em maio deste ano. Duas seguem presas desde então.

A operação
A Operação Leite Compensado teve sua primeira fase desencadeada em 8 de maio de 2013, quando investigações apontaram para um esquema que adulterou cerca de 100 milhões de litros do produto no estado. Na ocasião, o MP revelou que transportadores estavam adicionando água e ureia (que contém formol) ao leite cru para aumentar o volume e disfarçar a perda nutricional no caminho entre a propriedade rural e a indústria. O esquema era realizado em postos de resfriamento.