Pediatrias sugerem que os pais evitem de oferecer chupetas e mamadeiras aos pequenos

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O Inmetro publicou no último mês uma portaria que proíbe a fabricação, importação, distribuição gratuita e venda de chupetas e mamadeiras customizadas no país. As alterações mais comuns são pinturas e colagem de pequenas peças como cristais e miçangas. Conforme a pediatra e diretora de defesa profissional da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Lúcia Diehl, além do perigo de sufocação e o contato com substâncias tóxicas, chupetas e mamadeiras devem ser utilizados apenas em alguns casos.

– A chupeta não é recomendada, pois o único benefício é acalmar a criança. O uso contínuo acaba causando inclusão dentária, aumento da abóbada do céu da boca e faz com que a criança tenha o hábito de respirar pela boca. Este hábito diminui a filtração do ar respirado, o que influi no aumento de doença virais e diminui a produção de saliva. O uso da mamadeira auxilia na diminuição do aleitamento materno, pois a criança acha mais fácil mamar na mamadeira que do peito, e isto causa problemas – explica.

Apesar dos problemas de produtos, mesmo sem os adereços, a médica da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul concorda com a proibição do Inmetro devido ao problema de sufocação com corpos estranhos, como cristais e miçangas, alergias e contato com substâncias cancerígenas. Conforme a pediatra, a proposta do Inmetro é válida.

Ela ressalta que crianças que sofrem sufocação devem ser atendidas rapidamente pelos pais e levadas à emergência. Em casos de aparecimento de elevações da pele e vermelhidão, um quadro de alergia está se formando. Os pais devem entrar em contato com o pediatra e, caso o quadro se agrave, a ida à emergência é essencial. Apesar da proibição ser apenas parcial, os produtos devem ser evitados pelos pais e utilizados com indicação médica.