Primeiro Seminário de Conservação de Solo e Água de Aratiba reúne cerca de 300 participantes

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A importância do solo e água para aumentar a produção e a rentabilidade do produtor agrícola marcou a reflexão e desafios conservacionistas discutidos durante o 1º Seminário de Conservação de Solo e Água de Aratiba, que reuniu cerca de 300 participantes, na segunda-feira (23/05), no Auditório da Escola Municipal de Ensino Fundamental Aratiba. O evento foi marcado pelas palestras técnicas do gerente técnico estadual adjunto da Emater/RS-Ascar, Rogério Mazzardo, que detalhou o Programa Estadual de Conservação do Solo, do pesquisador da Empraba Trigo, José Eloir Denardin, que falou sobre Agricultura conservacionista e disponibilidade de água, e do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros, que abordou o tema A suinocultura e o meio ambiente: impactos e formas de mitigação.

Rogério Mazzardo destacou os eixos que norteiam o programa, as parcerias que envolvem sua elaboração e execução para que o Rio Grande do Sul possa implementar uma agricultura com práticas eficazes na infiltração de água no solo, erosão, e sobre a educação e capacitações de técnicos já realizadas, além de citar ações em andamento. Segundo Mazzardo, o principal desafio é priorizar no Rio Grande do Sul uma agricultura conservacionista, com práticas eficazes na infiltração de água no solo, redução de defensivos agrícolas, disponibilidade de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) voltada ao uso, manejo e conservação do solo e água, e na educação das futuras gerações. “O solo é o principal insumo para nossa sobrevivência”, chamou a atenção.

O pesquisador da Embrapa Trigo, José Eloir Denardin, observou que o plantio direto, empregado em países de clima temperado, não tem a mesma eficácia do que em regiões de clima subtropical e tropical. Denardin explicou que, nessas regiões, em razão das características de intensidade e de distribuição das chuvas, em qualquer época do ano há probabilidade de ocorrência de precipitações que superam a taxa de infiltração de água no solo e formam enxurradas, independentemente do tipo de uso e de manejo do solo. O resultado é a erosão, “que leva embora parte considerável da camada superficial do solo, rica em matéria orgânica, em corretivo e em nutrientes para as plantas, provocando, indiscutivelmente, perdas econômicas ao produtor rural, destruição de estradas e poluição de várzeas e riachos”, disse. Para Denardin, existem soluções tecnológicas, prontas para uso, para converter o plantio direto em sistema plantio direto no contexto da agricultura conservacionista.

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Evandro Carlos Barros, focou sua palestra no equilíbrio de nutrientes entre a quantidade ofertada pelos dejetos e a extração pelas culturas, além de dimensionamento da criação em relação à área agrícola. Barros observou que o dejeto dos animais pode ser usado como fertilizante orgânico.

O evento foi promovido pela Prefeitura da Aratiba em parceria com a Emater/RS-Ascar, Cotrel e Copérdia. A programação também envolveu técnicos da Emater/RS-Ascar e produtores dos municípios de Barão de Barão de Cotegipe, Mariano Moro, Severiano de Almeida, Três Arroios, Barra do Rio Azul e Itatiba do Sul, além de representantes de instituições de ensino.

Abertura do evento

O evento contou com a presença do prefeito Luiz Ângelo Poletto, do vice-prefeito Gelson Carbonera, do presidente da Câmara de Veradores, Lécio Antonio Grando, do gerente regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, Gilberto Tonello, do assistente técnico regional em Manejo dos Recursos Naturais, Cezar da Rosa, do presidente da Cotrel, Luiz Paraboni Filho, do gerente de Suinocultura da Agripecuária Copérdia, Arlan Lorenzetti, do secretário municipal da Agricultura, Altair Brunetto, e da secretária municipal da Educação, Rosangela Matté Poletto. Também prestigiaram o evento gerentes do Banrisul, Banco do Brasil, Cresol e Sicredi, entre outras lideranças.

Programa

O Programa Estadual de Conservação do Solo e da Água envolve instituições de pesquisa, ensino, Extensão Rural, leis e políticas públicas. A gestão do Programa está a cargo das secretarias estaduais da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) e de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e dos Recursos Hídricos e Planejamento (Seplan), Emater/RS-Ascar e Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). Apoia a iniciativa o Governo Federal, universidades, agentes financeiros, entidades representativas dos agricultores e usinas hidrelétricas. À frente da execução estão Emater/RS-Ascar, Embrapa, Fepagro, Famurs, Corsan, Sargs e CCGL Tecnologia.