Safra de grãos supera a previsão na região do Alto Uruguai

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Muitas lavouras de soja estão apresentando produtividade acima de 70 sacos por hectare (4.200 kg/ha), de acordo com informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim. Dos 234 mil hectares cultivados com soja, 38% já foram colhidos, 47% estão maduro por colher e 15% em enchimento de grãos. O preço da soja, em média, esta sendo comercializado a R$ 58,50 a saca. Muitos produtores, devido à produção acima da esperada, estão procurando armazenar sua produção, mas enfrentam dificuldades já que os armazéns ainda têm trigo, milho e soja armazenados da safra passada.

As lavouras de milho, com 45 mil hectares cultivados na safra, já estão com cerca de 80% da área colhida, com produtividade média 8.585 kg/ha, de acordo com a Emater/RS-Ascar. Uma das dificuldades dos produtores é o armazenamento do grão, já que algumas unidades estão priorizando o recebimento da soja. Isso obriga os produtores a entregar o milho em unidades de recebimento mais distantes, encarecendo o custo de produção. O preço do cereal está estável em relação à semana passada, ou seja, R$ 21,00/sc para 35 dias, Já os 18.390 mil hectares cultivados para silagem estão praticamente colhidos, com média 40 ton/ha.

Os 490 hectares previstos para plantio 2ª safra de feijão são basicamente para consumo familiar ou venda direta ao consumidor através de feiras ou encomendas. No momento, a cultura está 40% em estado vegetativo e 60% em floração. O preço também se encontra em baixa R$ 100,00/sc, o que desestimula o agricultor a plantar.

Fruticultura
De acordo com informativo conjuntural do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, em Aratiba o abacaxi-pérola está sendo vendido pelo produtor a R$ 2,50/unidade com bom sabor. As frutas da época como caqui estão sendo colhidas e comercializadas com preço para o produtor de R$ 1,50 a R$ 2,00, com boa qualidade. A colheita do figo está em fase final. Devido à falta de mão de obra alguns produtores arrancaram a produção. É necessário incentivar frutas para abastecer a os mercados locais. A noz-pecã começa a ser colhida. Preço da noz-pecã descascada é de R$ 30,00 a R$ 50,00/kg. Há interesse por parte do produtor para o plantio de frutas para a safra de 2017 (maçã, nóz-pecã e parreiras).

Começam a entrar no mercado as laranjas das variedades Navelinas que estão sendo comercializadas a R$1,10/kg e a do Céu, também sendo comercializada a R$1,00/kg. Há um indicativo de aumento na área a ser cultiva com laranjas, de acordo com avaliação dos viveiristas da região, pelo crescimento da procura pelas mudas vendidas, mantendo o predomínio da variedade Valencia.

Criações

Apicultura: A ausência de chuvas na semana passada favoreceu o trabalho das abelhas. A produção de mel tem sido abaixo do esperado pelos produtores que não conseguem atender a demanda. O mel foi negociado entre 15,00 e 20,00 R$/kg. Preço estável na semana, segundo levantamento do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar Erechim.

Bovinocultura de leite: A oferta e a qualidade das forragens reduziram em virtude das baixas temperaturas, baixas precipitações pluviométricas e senescência das forrageiras anuais de verão. Já iniciou a implantação das forrageiras de inverno. O leite foi comercializado entre 0,80 e 1,60, média de R$ 1,15 o litro. Preço em alta na semana passada.

Piscicultura: Alguns piscicultores estão realizando a despesca. Há boas perspectivas de comercialização na Semana Santa. Nas propriedades, as carpas foram vendidas entre R$ 8,00 e 10,00/kg, considerado um bom preço pelos criadores. Nas feiras, os preços das carpas situaram-se entre R$ 4,00 e R$ 6,50 o quilo, dependendo da espécie e do tamanho, Carpas-capim grandes têm os preços mais altos.

Suinocultura: A redução no custo dos insumos é a boa notícia para os suinocultores, mas há uma forte preocupação com o mercado da carne em função da operação “Carne fraca” da Polícia Federal. Integrados estão recebendo R$ 3,40/kg do suíno vivo, mais tipificação de carcaça. Por enquanto o preço continua estável.