Suspeito diz que matou universitária em Erechim por causa do celular

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O erechinense Marcos de Lima Trindade, 18 anos, suspeito de assassinar a universitária Carla Bernardo Chagas, 20 anos, contou à polícia que matou a jovem porque “ela não quis entregar o celular”. A confissão foi feita na madrugada desta terça-feira (7), quando Trindade foi preso.

Chagas foi morta com duas facadas, na noite do dia 25 de janeiro, na Rua Goiás, proximidades da Escola Haidée Tedesco Reali, centro de Erechim.

Segundo o delegado titular da Delegacia Especializada de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Gustavo Vilasbôas Ceccon, Trindade deve responder por latrocínio (matar para roubar), crime com pena que varia de 20 a 30 anos de prisão.

Ceccon diz ainda que a apuração dos fatos continua, pois a polícia acredita que a motivação do crime pode ter sido sexual. “O celular da vítima estava até com a tela quebrada e os familiares afirmaram que ela não teria problema nenhum em entregar o aparelho. Não descartamos que ele possa ter tentado abusar sexualmente da jovem”.

Na noite em que foi assassinada, a universitária teria saído de casa para espairecer, devido ao fim recente de um relacionamento. Ela encontrou o suspeito nas proximidades e caminharam juntos por algumas ruas da cidade. “Ela conhecia Trindade por ter conversado com ele umas duas vezes na Praça Jaime Lago”.

A polícia conseguiu refazer o trajeto de ambos através das câmeras de segurança dos estabelecimentos particulares nos arredores e chegou até o suspeito pelo boné que ele usava na noite do crime.

Trindade foi encontrado escondido na antiga Estação Férrea de Erechim. Ao ser confrontado com as imagens que o mostravam andando com a vítima, ele confessou o crime.

Em entrevista para a imprensa, Ceccon ressaltou a importância das câmeras de videomonitoramento na elucidação de crimes e agradeceu aos proprietários dos locais particulares pela presteza, colaboração e rapidez na cedência das imagens.

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