quinta-feira, 22 junho, 2017
Tags Postado com TAG "soja"

soja

646

Apesar de chuvas mais abundantes em algumas regiões, a colheita de soja avançou rapidamente durante a última semana no Rio Grande do Sul. Conforme divulgado no Informativo Conjuntural da Emater de quinta-feira (2), o percentual de área colhida chega a 40% do total plantado. Outros 40% da área plantada estão prontos para serem colhidos.

No início da colheita, as plantações de soja apresentaram produtividades elevadas, atendendo às expectativas dos produtores. À medida que a colheita avançou para cultivares implantadas mais para o final do período e para cultivares com ciclo mais longo, as produtividades começaram a diminuir.

Segundo técnicos da Emater, essa queda na produtividade está associada à ocorrência de doenças, principalmente a ferrugem asiática e a períodos de poucas chuvas no estágio de enchimento de grãos da cultura. Esses fatores também aceleraram o ciclo da soja, provocando a antecipação da maturação e comprometendo o enchimento de grãos.

Como consequência, os números finais das produtividades apresentam grande variação. Segundo depoimentos de produtores, os rendimentos obtidos oscilam entre 35 e 84 sacos de soja por hectare, o equivalente a 2,1 mil kg/ha e 5,1 mil kg/ha, respectivamente. A produtividade média projetada para o Rio Grande do Sul se situa ao redor dos 3 mil kg/ha.

As condições meteorológicas registradas nos últimos dias favoreceram também os produtores de arroz. A colheita avançou de forma significativa e o total de área colhida no Rio Grande Sul chega a 60%. Mesmo assim a defasagem em relação ao ano passado fica em 13 pontos percentuais.

A colheita das lavouras de milho atingiu nesta semana 70% da área plantada. Com exceção de casos pontuais de áreas implantadas mais no tarde e que enfrentaram deficiência hídrica durante a fase de floração, as produtividades seguem em níveis elevados, situando a média estadual acima dos 6 mil kg/ha. Confirmada essa média, será a maior até hoje alcançada.

731

A colheita da soja começa a tomar impulso no Rio Grande do Sul, aumentando dez pontos percentuais nesta última semana, alcançando 15% da área total semeada no Estado, com outros 25% em condições de serem colhidos. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, neste final de ciclo da cultura tem se observado aumento na incidência da ferrugem asiática nas lavouras, obrigando os produtores a diminuírem o intervalo entre as aplicações, não conseguindo controlar com total eficiência esta doença.

Além da ocorrência da ferrugem nas lavouras de soja, foi possível observar grande retenção foliar por parte das plantas em final de ciclo. Segundo técnicos da Emater/RS-Ascar, dois fatores contribuíram para esta retenção: primeiro, a grande incidência de doenças radiculares impulsionadas pelo clima úmido e quente; segundo, pela baixa quantidade de chuvas que vem ocorrendo nesta parte final do cultivo. Somadas, ambas indicam pequenas alterações nas produtividades projetadas pelos produtores no meio do ciclo da cultura. Entretanto, esta quebra na expectativa dos produtores em nada altera a projeção de uma excelente safra para o Estado, que deverá colher mais de 14 milhões de toneladas do grão.

Com os preços aquecidos pela desvalorização do real, a saca de 60 kg de soja foi negociada a cotações que variaram entre um mínimo de R$ 61,50 e um máximo de R$ 66,00, dependendo da praça consultada. O preço médio em âmbito estadual ficou em R$ 63,77, uma variação de +5,18% em relação ao preço da semana passada.

Com a atenção dos produtores voltada para a soja, a colheita do milho aumentou apenas quatro pontos percentuais em relação à semana passada, atingindo atualmente 58% do total. Os resultados seguem surpreendendo positivamente os produtores. Até mesmo em áreas não irrigadas, os rendimentos superam a marca de dez mil quilos. Lavouras que foram plantadas mais tarde que o convencional e ainda se encontram na fase de formação de grão também apresentam ótimo desenvolvimento e elevado potencial produtivo. Atualmente, a cotação da saca de 60 kg de milho registrou estabilidade em relação à semana passada, fixando-se em R$ 23,33.