Um ônibus tombou na ERS-240, em Portão, no Vale do Sinos, no Rio Grande do Sul, por volta das 3h desta quarta-feira (24). Até o fim da madrugada, o Comando Rodoviário da Brigada Militar informava sobre duas mortes e dezenas de pessoas feridas. Na lista de passageiros havia 31 pessoas, mas a polícia tem a informação de que uma não viajou. Além dos 30 passageiros, dois motoristas estavam no veículo.

Segundo o CRBM, as vítimas que morreram no local são duas mulheres. No início da manhã, uma delas foi identificada como Sonia Dalmar Ferreira Silveira, de 55 anos. A outra identificação ainda não é conhecida pelos policiais. A perícia já deixou o local.

Entre os feridos, cinco passageiros receberam atendimento na ambulância do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foram liberados. Outros 23 foram encaminhados a hospitais da região. Um passageiro teve lesões graves.

“Outros ficaram feridos em membros superiores, inferiores, houve bastante trauma”, relatou à Rádio Gaúcha o soldado Leandro, do CRBM.

Ainda conforme o soldado, que concedeu entrevista no local do acidente, o motorista que dirigia o ônibus no momento do tombamento relatou que foi fechado por um carro e perdeu o controle na rodovia. “Disse que foi fechado neste ponto e, com medo de assalto ou qualquer outra coisa, foi frear o veiculo, mas esse veículo freou bruscamente na frente dele. Então ele perdeu o controle e tombou”.

O depoimento formal, entretanto, será colhido na delegacia no decorrer do dia. Primeiramente, a polícia aguarda a recuperação dos feridos para poder ouvi-los. “Até porque o motorista bateu a cabeça no acidente, vamos deixar ele ser medicado e depois, com calma, na delegacia, ele dá a versão dele”, concluiu o soldado.

O ônibus saiu de Pelotas, na Região Sul do estado, com destino a Caxias do Sul, na Serra. O motorista reserva do coletivo dormia no momento do acidente e acordou com o susto da queda às margens da rodovia. Paulo Kuhn relata que conseguiu sair da cabine e ajudar alguns passageiros feridos antes da chegada do socorro.

“Acordei no desespero e entrei para tentar ajudar. Até a hora de os bombeiros chegarem, soltei umas tantas pessoas”, disse Kuhn em entrevista à Rádio Gaúcha.

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