Os pacientes contaminados com hepatite C vão passar a contar com um novo tratamento este ano no Sistema Único de Saúde, o SUS. A nova terapia tem taxa de cura de 90%, diferente do tratamento atual que possui entre 50 e 70% de melhora. A previsão é que sejam investidos R$ 500 milhões para a compra dos novos medicamentos, o declatasvir, sofosbuvir e o simeprevir. Com essa quantia, 15 mil pacientes vão poder ser tratados. De acordo com o ministério da Saúde, a medicação é toda oral e garante ao paciente uma melhor qualidade de vida e conforto. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, ressalta que o novo tratamento vai ser mais eficaz que o atual e que também têm melhor recepção dos pacientes. “Em primeiro lugar, eles aumentam muito o percentual de cura. Com os medicamentos disponíveis até então, a gente tinha aí, 50, no máximo 70% de cura. Hoje esses novos medicamentos, eles garantem um percentual de cura acima dos 90%. Segundo, eles também são capazes de fazer o tratamento em um período mais curto, de apenas 12 semanas e não mais 24 ou 48 que a gente tinha com os medicamentos anteriores. Eles são melhor toleráveis pelos pacientes”.

A previsão é que a nova medicação seja introduzida ainda este ano. A data ainda não foi informada pois a Secretaria de Ciência e Tecnologia do ministério da Saúde vai avaliar o processo e apresentar a posição final do ministério. Assim que o ministério da Saúde comunicar introdução dos medicamentos no SUS, os pacientes que sofrem de hepatite C crônica vão poder ter acesso à medicação. Segundo o ministério da Saúde, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas podem ter tido contato com o vírus, prevalecendo a população que tem mais de 45 anos de idade. A mudança no tratamento vai reduzir a carga de hepatite C e pode chegar a eliminar a doença no futuro.

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