O verão está batendo à porta. Em outras palavras, isso significa: praia, piscina, cachoeiras, banho de rio. Mas a estação traz algumas preocupações para as mulheres mais vaidosas, como, é claro, a temida depilação. O procedimento – doloroso – faz parte da rotina de beleza, pois, geralmente, é necessário remover os pelos uma vez ao mês. E, apesar de incômoda, a depilação é vista como um mal necessário. Mas o que você acha de cortar esse sofrimento pela raiz?

Conversamos com a Dra. Valeria Campos, Assessora do Departamento de Laser da Sociedade Brasileira de Dermatologia, para esclarecer algumas dúvidas comuns sobre a depilação definitiva e desmistificar de vez o procedimento. Quais são os melhores métodos e aparelhos? E a melhor época para fazer? Agora, vai ficar mais fácil para você se livrar de pelos indesejados.

“Existem dois tipos de depilação definitiva: o laser, mais conhecido, é o método mais potente, pois atua diretamente no folículo do pelo, promovendo sua remoção com eficiência. O outro método, conhecido como fotodepilação ou luz pulsada, emite uma luz especial que ao penetrar na pele é atraída pelo pigmento que dá cor ao pelo. Desta reação ocorre a liberação de calor, que provoca a destruição total ou parcial do pelo”, diz a Dra. Valeria.

Seja qual for o método escolhido, existem alguns riscos para a saúde que, no geral, podem ser evitados por um bom profissional.

“Os olhos devem ficar protegidos durante o procedimento, pois, infelizmente, por falta de cuidado, já existem casos de cegueira causada pelo laser. Um segundo problema que tem sido observado com frequência é o aumento dos pelos, causado pelo uso de energias baixas, pois além de serem insuficientes para destruir o pelo, as células-tronco presentes nos folículos pilosos acabam sendo estimuladas. E isso acaba causando um efeito reverso, que é o aumento dos pelos nas áreas tratadas. O terceiro problema é o uso de energias intermediárias, que causam o nascimento de pelos finos e claros, difíceis de serem tratados, mesmo com energia suficiente”, alerta a especialista.

Outro ponto importante no que diz respeito à depilação definitiva é a exposição ao sol. O ideal é que a pele não esteja bronzeada antes do início das sessões. “Pegar sol durante o processo também não é indicado, pois a pele pode manchar”, explica a Dra. Valeria.

Outra questão que muito interessa as candidatas ao laser é a dor. Será que dói tanto assim? A Dra. Valeria explica que “os equipamentos pioneiros capazes de remover definitivamente os pelos eram bastante dolorosos, mas atualmente existem diversos equipamentos menos dolorosos disponíveis no mercado”.

Existem, inclusive, mecanismos para diminuir a dor, como vento e ar frio, anestésicos e até sucção. A tecnologia é tanta, que hoje já é possível realizar o procedimento em peles mais escuras.

“Já temos laser com duração de pulso super longa e super resfriamento para a remoção segura de pelos nas peles negras e morenas”, indica.

A depilação definitiva avançou bastante e é capaz de verdadeiros milagres! Imagina não precisar mais se depilar? Mas, de toda forma, é um procedimento médico, e como tal, deve ser indicado e acompanhado por um profissional de confiança.

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