Apesar de o Rio Grande do Sul não ter registrado um novo caso de zika vírus desde a semana passada, há 52 suspeitas da doença no Estado. Os dados foram divulgados em novo boletim epideomológico divulgado nesta sexta-feira pelo governo estadual. Já o número de casos suspeitos de dengue no Rio Grande do Sul é cinco vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Na semana passada, foram confirmados o primeiro caso de zika vírus e de dengue autóctone no RS. A mulher que contraiu o zika vírus, em decorrência de uma viagem que fez para o Mato Grosso, já não apresenta mais os sintomas da doença. No bairro Vila Nova, em Porto Alegre, foram registrados cinco novos casos de dengue autóctone.

O governador do Estado, José Ivo Sartori, esteve pela primeira vez na reunião devido à ação que ocorre neste sábado: Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Aedes aegypti. O multirão terá a presença de 60 mil servidores públicos e militares que visitarão as regiões do Noroeste, onde há maior número de infestações do mosquito e de casos confirmados, e na Capital e Região Metropolitana, porque há mais suspeitas de dengue.

Sintomas

Os sintomas relacionados ao vírus zika costumam se manifestar de maneira branda e o paciente pode, inclusive, estar infectado e não apresentar qualquer sintoma (apenas uma em cada quatro pessoas infectadas apresenta manifestação clínica da doença). Mas um sinal clínico que pode aparecer logo nas primeiras 24 horas e é considerado como uma marca da doença é o rash cutâneo e o prurido, ou seja, manchas vermelhas na pele que provocam intensa coceira. Há, inclusive, relatos de pacientes que têm dificuldade para dormir por conta da intensidade dessas coceiras.

Ao contrário da dengue e da chikungunya, o quadro de febre causado pelo zika vírus costuma ser mais baixo e as dores nas articulações mais leves. A doença ainda traz como sintomas a hiperemia conjuntival (irritação que deixa os olhos vermelhos, mas sem secreção e sem coceira), dores musculares, dor de cabeça e dor nas costas.

Bastante raros, os relatos de morte em decorrência de zika estão, geralmente, relacionados ao agravamento do estado de saúde do paciente, já portador de outras enfermidades.

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