O Banco de Sangue de Erechim que atende a demanda de 32 municípios do Alto Uruguai permanece interditado após o envio de documentos ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), dando conta das mudanças que foram realizadas para as adequações exigidas.

De acordo com o Administrador Judicial Provisório do Banco de Sangue, Jackson Arpini, a resposta voltou com “novos apontamentos” que necessitam de mais adequações e aprimoramentos. “Nós estamos organizando tudo, conforme está sendo exigido”, disse o administrador. Segundo ele, na próxima semana a documentação será reenviada ao Centro Estadual de Vigilância em Saúde com as devidas correções na expectativa de que a interdição do BS de Erechim seja levantada.

O BS de Erechim está fechado desde o dia 23 de dezembro do ano passado após uma inspeção da CEVS, depois de uma denúncia de que uma bolsa de sangue infectada com o vírus HIV fora liberada inadvertidamente para uso em um procedimento cirúrgico. Na época o equívoco foi classificado como um erro humano lamentável.

A partir daí a Vigilância em Saúde do Estado realizou uma minuciosa inspeção no BS de Erechim encontrando várias deficiências nos procedimentos administrativos internos sobre a movimentação do produto sangue exigindo também um maior treinamento da equipe de pessoal. Desde então o BS tem buscado atender todos os apontamentos feitos.

Sua equipe de funcionários passou por qualificação no Hemopasso, onde inclusive passou a atuar no auxílio dos serviços naquela instituição, uma vez que Passo Fundo absorveu o atendimento realizado pelo BS de Erechim. Sem receber recursos porque está interditado há quase três meses, o BS de Sangue ainda se mantém por conta de recursos repassados pelas prefeituras da região que não abandonaram a instituição e de parcerias buscadas pela administração com entidades da cidade e região.

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