As temíveis cólicas do lactente iniciam-se normalmente após a segunda semana de vida do bebê. Cerca de 80% dos recém-nascidos terão algum grau de desconforto abdominal nos primeiros três meses de vida. A formação da flora intestinal é causa determinante para cólica. Ao nascer o bebê não a possui, e é ao longo dos primeiros meses de vida, por meio de lactobacilos presentes no leite materno que a flora intestinal se desenvolve. O tratamento com resultados mais efetivos é a reposição via oral desses lactobacilos com a intenção de acelerar o processo de formação da flora intestinal do bebê. Os velhos truques para driblar a dor, como chás e medicamentos anti gases, por exemplo, não possuem comprovação científica de eficácia. É importante sempre consultar o pediatra antes de realizar qualquer tratamento.

De acordo com a Médica Preceptora da Residência Médica em Pediatria do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Mariane Vanzin Boeira, o bebê chora por diversas razões, tais como fome, frio, sono, calor, dor, incômodos por fralda molhada ou apertada ou até porque quer aconchego e carinho. “Com o tempo, a mãe vai aprendendo a identificar o motivo de choro do seu bebê. No entanto, a criança que chora por fome se acalma assim que mama. Isso não acontece quando o choro é por cólica”, destaca a médica, ressaltando que a cólica não oferece nenhum risco para a criança.

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