Pandemia da Covid-19, porém, continua pairando sobre o mercado

O preço do petróleo permaneceu praticamente em equilíbrio após o anúncio, por parte das autoridades sauditas, de um novo corte na produção, correspondente a 1 milhão de barris por dia (mbd), a partir de junho. Conforme o governo saudita, trata-se de uma medida para sustentar os preços.

Às 13h40min, o barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho valia US$ 30,44 em Londres, 1,71% a menos do que na sexta-feira. Em Nova Iorque, o barril de “light sweet crude” (WTI) recuperava 0,61%, a US$ 24,89.

Pouco antes do início da sessão nos EUA, o Ministério saudita da Energia pediu à empresa nacional Amraco que reduzisse sua produção em 1mbd no mês que vem. Esse corte leva a produção do maior exportador mundial para 7,5 milhões de barris por dia, informou o Ministério da Energia em comunicado divulgado pela agência oficial de notícias do SPA.

Na mesma direção, o ministro do Petróleo do Kuwait, Khaled al Fadhel, citado pela agência KUNA, declarou que seu país também reduzirá a produção em 80 mil barris por dia. Os Emirados Árabes Unidos também seguirão este caminho, com um corte de 100 mil barris por dia.

A pandemia da Covid-19 continua pairando sobre o mercado de petróleo, já que os atores temem uma nova onda que volte a prejudicar a demanda.”O petróleo tem sido a matéria-prima mais afetada pela epidemia”, lembrou Bjarne Schieldrop, do SEB, na segunda-feira.

“Com potenciais novos surtos na Coreia do Sul, na Alemanha e na China voltando às primeiras páginas dos jornais hoje (segunda-feira), não seria surpreendente se os preços cedessem uma parte das altas da semana passada”, alertou.

Os preços do petróleo subiram entre segunda e sexta-feira da semana passada, em torno de 17%, no caso do Brent, e 25%, do WTI, alavancados pela redução da produção nos Estados Unidos e pela multiplicação das medidas de flexibilização do confinamento. Com isso, a expectativa é de um aumento na demanda de energia.

Anúncio Patrocinado