Mais uma vez, o sinal de alerta disparou no Palácio Piratini em relação ao avanço do coronavírus. O crescimento consistente do número de casos, ocupação de leitos e UTI e mortes fez soar o alarme. Em reunião virtual do comitê de enfrentamento à covid-19, que reúne representantes dos outros poderes e de diferentes setores da sociedade, o governador Eduardo Leite repassou os dados e deu a entender que regiões do Estado que hoje estão com bandeira laranja podem passar a vermelha. Outras que estão em amarelo tendem a evoluir para o laranja.

O governo vai alterar o modelo de distanciamento controlado para emitir alertas antes do sábado, dia em que são anunciadas as bandeiras para a semana seguinte. Esta semana está sendo atípica. Antes, os números aumentam em dois ou três dias e depois baixavam. Com o afrouxamento das restrições e a retomada das atividades econômicas, a situação mudou. Já são cinco dias seguidos de aumentos consistentes.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 840 novos casos e 14 mortes, números recordes. No balanço divulgado às 19h pelo Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul é o 15º entre os 27 Estados, com 316 mortes e 13.619 casos.

Em uma semana, o número de internados em UTI por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentou 4,9% (267 para 280). Os internados em leitos de UTI com diagnóstico confirmado de covid-19 passaram de 153 para 171 (11,8%). Já as internações em leitos clínicos com covid-19 aumentaram 8,2% (207 para 224).

O número de leitos de UTI adulto disponíveis para atender pacientes de covid no Estado aumentou 1,1% entre as duas últimas sextas-feiras (de 536 para 542 nas duas últimas semanas). O de óbitos por coronavírus cresceu 55,6% entre uma semana e outra (de 36 para 56).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (58), Passo Fundo (25), Caxias do Sul (23), Lajeado (19) e Novo Hamburgo (19).

Nesta quinta-feira, às 14h, o governador Eduardo Leite deve detalhar a situação do Estado e as alterações no modelo de distanciamento controlado, na linha do que ele chama de “manter o dedo no pulso”.

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