O governo do Estado anunciou, na manhã desta quarta-feira (15), investimento de R$ 55,1 milhões para amenizar os prejuízos que a estiagem causou em plantações no Rio Grande do Sul.

Segundo o Piratini, serão construídos 412 poços artesianos nos 412 municípios que decretaram situação de emergência devido à falta de chuva. Também serão abertos 1.025 açudes em 102 cidades, sendo 10 para cada uma delas. Haverá ainda disponibilização de máquinas para melhoria de estradas vicinais em situação precária.

Ainda nesta quarta, o governo promete divulgar a lista dos municípios contemplados com cada um dos serviços, após critério de seleção da Defesa Civil e da Emater.

A maior parte dos R$ 55 milhões investidos vem de emenda da bancada gaúcha na Câmara dos Deputados e no Senado, que repassou R$ 29,1 milhões. O Ministério do Desenvolvimento Regional transferiu R$ 6 milhões. Outros R$ 10 milhões sairão de recursos do Tesouro do Estado e R$ 10 milhões de verba da Assembleia Legislativa.

Questionado se o dinheiro não demorou para ser investido, o secretário de Obras e Habitação, José Stédille, defendeu que os serviços foram anunciados em um dos “prazos mais rápidos” de situações recentes de estiagem.

— A demora ocorre em função da burocracia e da necessidade de documentação. São recursos de diversas origens. Mas eu posso afirmar que é um dos recursos mais rápidos que vieram. Eu fui prefeito, e chegou dinheiro de um vendaval que destelhou lá seis anos depois — argumentou.

Em transmissão via redes sociais, o governador Eduardo Leite afirmou que os investimentos são frutos de “esforço coletivo”.

— É uma ação coordenada do governo para minimizar os danos da estiagem — resumiu.

A Fundação Nacional da Saúde (Funasa) é responsável pela construção dos poços e açudes com recurso da bancada parlamentar. A superintendente regional, Karla Viviane Rech, adiantou na transmissão que o órgão está em tratativas com o Exército brasileiro, para repassar a responsabilidade pela construção das obras, tendo em vista as dificuldades de execução da Funasa.

Já o presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen, entende que os recursos “vêm em boa hora”, mas demonstrou preocupação quanto à execução breve das obras anunciadas:

— Nos preocupa especificamente em relação à Funasa, não ao que vai ser feita pelo Estado e pelos municípios. Esse órgão tem deficiência enorme e não consegue executar seus projetos. Eles têm histórico de anunciar e não cumprir, e isso não pode frustrar a população que precisa do investimento.

Secretário estima obras até final do ano

O secretário da Agricultura, Covatti Filho, explicou que as obras com recurso estadual terão a verba já repassada para os municípios, para que as cidades determinem onde ficarão os poços e açudes e façam as licitações. Ele estima que trabalhos estejam prontos até o final do ano ou, no máximo, no início do ano que vem.

— Esperamos que já para o ano que vem, inclusive no período de verão, a grande maioria já esteja pronta — calculou.

Anúncio Patrocinado