Já se passaram doze anos desde que, em 2008, foram instalados os primeiros viveiros de mudas de citros no Alto Uruguai. Mas, muito antes disso, o cultivo da laranja já fazia parte da rotina de praticamente todas as famílias de Aratiba, afinal, é quase impossível que uma propriedade rural de pequenos produtores não tenha, pelo menos, alguns pés de laranja para o consumo. O micro clima da região de Aratiba e o solo apropriado para a produção fez as famílias de agricultores a apostarem na atividade em nível comercial.

Nos próximos dias começa a colheita da laranja e o rendimento da safra 2020 já pode ser verificado nas propriedades. O município, que há 2 anos tinha uma média de produtividade de 22 a 25 toneladas de laranja por hectare, já registra produções bem maiores. Na propriedade de Ari José Antonietti, onde a família cultiva 2 hectares com laranjas, a produção deve chegar a 110 toneladas. “Isso representa uma renda de em torno de três salários mínimos por mês, é uma excelente alternativa”, comemora o agricultor, que conta com os conhecimentos técnicos do filho, que é agrônomo e se especializou na atividade.

Além do Ari, outros 450 agricultores produzem laranjas. Cerca de 400 hectares são ocupados com a cultura. Somada, a expectativa de produção neste ano chega a 22 mil toneladas. Em processo de profissionalização, os agricultores investem para aumentar o período de colheita, plantando além das tradicionais, variedades precoces e tardias. “Com isso, conseguem permanecer mais tempo ativos no mercado e controlar a oferta do produto”, diz o secretário da Agricultura, Rafael Mohr. O município auxilia financeiramente os citricultores, comprando mudas e repassando com valor subsidiado. Só neste ano foram compradas 8.500 mudas de citros, totalizando um investimento em subsídio de R$ 55 mil. Além disso, a citricultura integra o Pacto por Aratiba. O município calcula 2% sobre o total do valor comercializado por cada produtor no ano, e devolve o recurso. É uma forma de incentivar a produção agrícola e viabilizar novos investimentos nas propriedades. Em 2020, os valores do Pacto serão pagos de agosto a dezembro, totalizando R$ 2 milhões. Cada agricultor poderá receber até R$ 10 mil, dependendo da sua movimentação financeira.

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