Em videoconferência, na tarde desta terça-feira (1), o governador Eduardo Leite anunciou a previsão do dia 13 de outubro para a retomada da rede estadual de ensino, se assim permitirem as condições sanitárias. O modelo híbrido permanecerá ocorrendo, com as turmas sendo divididas por dia ou semana: parte do grupo em sala de aula e outra em casa por determinado período, para que o distanciamento mínimo seja cumprido.

O motivo da data diferente da retomada em relação ao cronograma anunciado na manhã desta terça é, segundo o governo, a necessidade da compra de equipamentos e de adaptação das escolas estaduais. Até então, o governo não havia projetado uma data específica para o retorno da rede pública do Estado.

Leite reforçou que é um calendário para autorizar ou para deixar de restringir, e não para obrigar o retorno. Os municípios, as instituições privadas e os pais e responsáveis pelos estudantes tomarão a decisão, de acordo com o nível de risco, respeitando os prazos mínimos para o retorno.

— O risco é bastante menor, neste momento. Não é um retorno desorganizado, a qualquer custo, sem organização, nem é uma permissão para o retorno ao normal, como era até seis meses atrás — afirmou o governador.

As regiões que terão as restrições levantadas para atividades presenciais vão precisar estar nas bandeiras laranja ou amarela há pelo menos duas semanas, de acordo com o cálculo do Estado, e não pelos protocolos de cogestão.

Leite explicou os motivos de a Educação Infantil ser o primeiro grupo a retomar as aulas.

— Estamos observando uma retomada da economia, muitos pais já retomaram a atividade presencial no trabalho e não têm com quem deixar os seus filhos. Alguns estão pagando alguém para cuidar, sem os devidos cuidados que as escolas terão.

Leite reforçou que as escolas de Educação Infantil são um lugar de cuidado e de estímulo das crianças na idade de desenvolvimento socioemocional e das habilidades motoras, por exemplo.

— Estamos fechando seis meses de aulas suspensas e até março seriam outros seis meses. Estamos no meio do caminho e faz toda a diferença buscarmos uma parcela presencial agora e acompanhar a evolução. O remoto ajuda e complementa, mas não substitui integralmente o presencial na possibilidade de o professor observar a deficiência que os seus alunos têm nas disciplinas — ressaltou o governador.

Conforme o secretário da Educação, Faisal Karam, os mais de 2 milhões de alunos da rede estadual do Estado não voltarão ao mesmo tempo. Karam reforçou ainda que a prioridade do retorno presencial é para os alunos em vulnerabilidade social ou que tenho dificuldades de usar tecnologia. O secretário também destacou que os professores em grupos de risco continuarão em aula remota.

— Ficou muito claro, hoje, que não teremos perda de ano letivo porque o Estado está trabalhando para isso. O que vai acontecer é termos alunos retidos ao longo de 2020 e 2021 que, por ventura, não fez as atividades, não teve sinal de internet ou tem dificuldades de ensino à distância. Ele será recuperado, corrigindo as deficiências que ele trará. Não é um ano como os demais, mas não podemos tirar um ano destes jovens porque cria um desestímulo e penaliza todo o sistema de educação do Estado — afirmou.

Leite ainda disse que a contratação que o Estado fará de professores tem como meta a substituição de professores e funcionários que estão no grupo de risco.

Karam finalizou a participação na videoconferência abordando a questão do professor que está em trabalho a distância:

— O professor que vai trabalhar em aula remota poderá atingir mais turmas da mesma série e da mesma disciplina. Isso significa uma otimização de recursos humanos. Esta é a grande vantagem.

Confira o calendário projetado pelo governo:

Educação Infantil – levantamento das restrições de atividades presenciais no dia 8 de setembro

Ensino Médio e Ensino Superior – 21 de setembro

Retorno das atividades presenciais na rede estadual – 13 de outubro

Ensino Fundamental (anos finais) – 28 de outubro

Ensino Fundamental (anos iniciais) – 12 de novembro

As datas dependerão das condições sanitárias em cada município. As regiões com as restrições levantadas precisam estar nas bandeiras laranja e amarela há pelo menos duas semanas.

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