Em sintonia com o 14º Plano Diocesano da Ação Evangelizadora, que nos indica a necessidade de sermos Igreja Diocesana de comunhão e participação e que, em um dos seus horizontes, nos estimula a estarmos a serviço da vida plena, as Pastorais Sociais de nossa Diocese convidam para a celebração do 26º Grito dos Excluídos, dia sete de setembro, na comemoração do 198º Aniversário da Independência do Brasil.

Neste ano, tem como tema “Vida em Primeiro Lugar” e a uma só voz grita: “BASTA DE MISÉRIA, PRECONCEITO E REPRESSÃO! QUEREMOS TRABALHO, TERRA, TETO E PARTICIPAÇÃO!”.

Em reunião, no dia 28 de agosto, alguns membros de Pastorais, juntamente com representantes do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) e do Levante Popular da Juventude, definiram algumas atividades e orientações para esta celebração. No dia sete, às 16h, será realizada a celebração do Ofício Divino das Comunidades, no Santuário Nossa Senhora de Fátima. Na esplanada do Santuário serão expostos elementos visuais como banners, faixas e um varal de fotos que retratam as situações de miséria, preconceito e repressão. De comum acordo, decidiu-se também realizar uma coleta de materiais de higiene pessoal – como sabonetes, pastas e escovas de dentes, toalhas, entre outros – para o Presídio Estadual de Erechim. Haverá, na esplanada, um lugar apropriado para as doações, que serão recebidas com a ajuda da Cáritas Diocesana e repassadas ao Presídio pela Pastoral Carcerária.

Pensou-se também em incentivar todas as paróquias da Diocese a um ato semelhante, de forma a manifestar a nossa unidade. Sugere-se a celebração de uma Missa pela Pátria, no domingo, dia seis, e/ou no dia sete. Sendo celebrada no dia da Independência, poder-se-á tomar os textos da Missa pela Pátria presentes no Missal Romano. Também se convida as paróquias a promover a coleta para o presídio – que poderá ser deixada na sala da Cáritas ou na Paróquia Nossa Senhora da Salette – e a realizar-se oportuna reflexão a respeito do Grito dos Excluídos nos informativos paroquiais e em outros meios de comunicação. Pede-se que se reflita a respeito do verdadeiro sentido de sermos um país multicultural e plural, que respeita as diferenças entre seus habitantes, que procura gestar uma cultura de paz e solidariedade e combater a desigualdade social que gera exclusão e violência. Precisamos mostrar a falácia de um patriotismo estéril que busca privilegiar somente um grupo social e que divide nosso país. Também pede-se que se reflita sobre a realidade prisional, da falta de estruturas básicas nos presídios, do preconceito para com os detentos e ex-detentos e da necessidade de iniciativas que combatam a criminalidade em sua raiz e que não apenas trabalhem o viés punitivo.

Certos da compreensão e esperançosos da cooperação, agradecem as Pastorais Sociais e demais movimentos participantes.

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