Há marcas importantes na primeira estimativa da safra de grãos de verão do Rio Grande do Sul apresentada pela Emater nesta quinta-feira (10). No ciclo 2020/2021, a área cultivada com soja  deve superar os 6 milhões de hectares — a projeção é de 6,07 milhões de hectares, alta de 1,55% sobre o período anterior.  O adubo para esse crescimento vem, principalmente da valorização do grão, e se estende para as demais culturas da estação (arroz e milho também terão espaço maior).

Na marcha consolidada em direção à Metade Sul, a perspectiva é de um avanço significativo da soja na regional da Emater de Bagé, que alcançará inéditos 800 mil hectares, somados os 16 municípios da Campanha e da Fronteira Oeste integram essa divisão feita pelo órgão. O grande desafio nessa nova fronteira  do grão segue sendo ampliar o rendimento por hectare, ainda menor do que a da tradicional Metade Norte.

—  A produtividade tem de ser um dos objetivos. Só expandir área não se sustenta — pondera Alencar Rugeri, diretor-técnico da Emater.

Para chegar ao resultado desejado é preciso, recomenda Rugeri, ainda mais atenção aos princípios básicos da agronomia e monitoramento constante das condições climáticas, para fins de planejamento, já que a Região Sul  tem regime de chuva diferente da Norte. A irrigação aparece como recurso de grande importância para os anos de escassez de chuva, como o do último verão.

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