A fumaça oriunda das queimadas, principalmente, do Pantanal está atuando com maior força no Rio Grande do Sul, segundo Renata Libonati, coordenadora do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na quinta-feira (10), sinais da chegada da fuligem da queima de bioma já haviam sido registrados na serra gaúcha.

— Os satélites mostram que ela (fumaça) está bem concentrada no Estado. Esta é a localidade mais afetada atualmente, e a tendência é que ela permaneça na região durante o sábado (12). A nuvem de fumaça está bem espessa e cobre bem o mapa gaúcho porque há focos de incêndio na Argentina e no Uruguai também. A combustão vinda desses países vizinhos se soma à brasileira e deixa o cenário mais carregado no Rio Grande do Sul — aponta Renata.

Wallace Menezes, professor do departamento de Meteorologia da UFRJ, afirma que, apesar da situação atual, a tendência é de melhora da qualidade do ar nos próximos dias devido à chegada de uma frente fria, que provocará chuva, e também porque haverá mudança na orientação dos ventos:

— No sábado chega uma frente fria que vai levar chuva para diversas partes do Estado. E toda essa instabilidade ajuda a tirar do ar essa fuligem, como se fosse uma faxina. Além disso, os ventos oriundos de Mato Grosso do Sul deixam de convergir para o Rio Grande do Sul e vão desembocar em Santa Catarina a partir do domingo (13). Esse é outro fator relevante para a significativa melhora do ar.

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