O governo do Estado autorizou a volta das atividades de quadras esportivas para jogos coletivos amadores no Rio Grande do Sul. A retomada, publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (14), deve observar algumas regras e precisa ser aprovada pelos prefeitos — que, caso considerem necessário, podem manter a restrição.

De acordo com o texto do governo, as quadras poderão abrir nas cidades que ficarem 14 dias sem bandeira vermelha ou preta no modelo de distanciamento controlado. Os jogos não podem ter presença de público, e o intervalo entre as partidas precisa respeitar uma hora, com o objetivo de evitar aglomeração e permitir higienização. O texto do governo também veda o uso de espaços de entretenimento, como churrasqueiras e praça infantil.

A volta das quadras esportivas, segundo o Piratini, observa a necessidade de retomada econômica do setor e leva em conta a quantidade de pessoas empregadas e envolvidas. As quadras ficaram seis meses com as atividades proibidas em função da pandemia, com relatos de empresários endividados e demissão de funcionários.

Nos bastidores, o setor também fez uma pressão forte para conseguir voltar às atividades. Nos encontros promovidos pelo Palácio Piratini para tratar da reforma tributária, no Interior, é comum a presença de proprietários de quadras relatando as dificuldades enfrentadas e pedindo a flexibilização.

O presidente da Associação Recreativa Cultural do Esporte Amador do Rio Grande do Sul, Nery Muller, entende que a liberação é um alento para o setor, mas a preocupação continua, tendo em vista as regras para a reabertura.

O que diz o texto

Após 14 dias sem bandeira vermelha ou preta, ficam permitidos esportes coletivos exclusivamente em quadras esportivas, sem público, com intervalo de 1 hora entre os jogos e uso intercalado das quadras, para evitar aglomeração e permitir higienização. Vedado uso de espaços de entretenimento (churrasqueiras, praça infantil, etc.)

O governo ainda esclarece que, no caso das quadras, vale a bandeira determinada pelo Estado, não a da cogestão.

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