Pela primeira vez em três meses, o Rio Grande do Sul volta a ter regiões classificadas em bandeira amarela no mapa preliminar do distanciamento controlado. A última vez que o Estado havia apresentado regiões em risco epidemiológico baixo para o coronavírus foi entre entre 30 de junho e 6 de julho — a oitava semana de acompanhamento do modelo.

No mapa preliminar, da 23ª semana, divulgado nesta sexta-feira (9), o Estado apresenta bandeiras amarela e laranja, de risco médio. O mapa definitivo será divulgado na segunda-feira (12).

As regiões de Bagé, Palmeira das Missões e Pelotas são as três que apresentaram melhora nos indicadores relacionados ao coronavírus, segundo análise do governo do Estado, e passaram para bandeira amarela.

Classificada em bandeira vermelha, de risco alto, na última semana, a região covid de Santa Maria retorna à bandeira laranja de forma preliminar. Assim, 18 regiões estão classificadas nesta cor: além de Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Guaíba, Ijuí, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Santo Ângelo, Taquara, Uruguaiana.

Das 21 regiões em bandeira laranja, apenas Uruguaiana, Bagé e Guaíba ainda não aderiram ao sistema de cogestão do distanciamento controlado. As outras 18 já adotam protocolos alternativos às bandeiras definidas pelo governo. As regiões em cogestão classificadas em bandeira laranja — caso permaneçam nessa cor no mapa definitivo — podem adotar regras de bandeira amarela, basta que enviem protocolos próprios adaptados à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam).

Governo indica melhora nos indicadores

Conforme o Executivo estadual, a melhora de indicadores tem sido verificada nas últimas três rodadas. Dos 497 municípios gaúchos, 284 não apresentaram registro de hospitalizações e óbitos por covid-19 nos últimos 14 dias.

Em todo o Estado, percebeu-se, conforme o governo, uma estabilidade ou melhora na maioria dos indicadores, como registros de novas hospitalizações (-29%) e óbitos (-7%). Houve estabilidade no número de internados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ou por covid-19 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e um leve aumento nos internados com coronavírus em leito clínico.

Mesmo contabilizando pacientes internados por outras causas, os números apontam leve queda na taxa de ocupação das UTIs, segundo o Executivo.

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