A médica paranaense Tamires Gemelli da Silva Mignoni vivenciou uma das piores experiências que um ser humano pode suportar: o sequestro. Ela foi levada de Erechim – cidade do Norte do RS, onde trabalha – e mantida refém no Paraná, próximo a sua cidade natal, a 400 quilômetros de onde morava. Numa casa boa, mas qual cativeiro é bom?

Viveu uma semana no inferno, insone, assim como para seus pais, objeto da extorsão para garantir a vida dela. Os sequestradores pediam resgate de R$ 2 milhões. De imediato foi montada operação conjunta entre o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) do Rio Grande do Sul e o Grupo TIGRE (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial) do Paraná.

Desde o início a desconfiança era de que o cativeiro fosse próximo à cidade natal da médica, Laranjeiras (PR), onde o pai dela é prefeito. Ou seja, os bandidos levaram ela por três Estados, imobilizada no veículo. Foi mantida numa casa num município situado a 35 quilômetros de Laranjeiras.

O cercamento eletrônico formado por câmeras de segurança foi vital para identificar os sequestradores. Imagens de suspeitos no Paraná mostraram que o casal e outro homem, um taxista, são os mesmos que pegaram a médica em Erechim.

A partir das imagens foi feito monitoramento de suspeitos, rastreamento e as duas polícias Civis, irmanadas, chegaram ao cativeiro onde estava sendo mantida presa. A investigação começou em Erechim e as prisões foram decretadas por juiz daquele município. Há mais gente por ser presa.

Fica a lição: assim como os bandidos driblaram as divisas estaduais, as polícias aprenderam a fazer isso. Sequestro, aliás, é um crime que há décadas não se consolida no Rio Grande do Sul. Graças ao know-how e paciência dos policiais.

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