Depois de duas semanas sem registrar regiões em bandeira vermelha, que indica alto risco epidemiológico para o coronavírus, o mapa preliminar do modelo de distanciamento controlado, divulgado nesta sexta-feira (23) pelo governo do Estado, voltou a apresentar três regiões nessa cor. Também presentes há duas rodadas, as bandeiras amarelas, de risco baixo, saíram de cena, e há 18 regiões na cor laranja, de risco médio.

As regiões de Cruz Alta, Ijuí e Santo Ângelo — todas da macrorregião Missioneira, que estavam na bandeira laranja —, apresentaram piora nos indicadores e voltaram para a vermelha.

Classificadas anteriormente em amarelo, as regiões de Bagé, Cachoeira do Sul e Palmeira das Missões também apresentaram piora nos indicadores e passaram para a bandeira laranja.

Outras 15 regiões covid seguem em bandeira laranja: Porto Alegre, Canoas, Novo Hamburgo, Santa Rosa, Capão da Canoa, Taquara, Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria, Guaíba, Lajeado, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Erechim e Uruguaiana.

Dessa forma, 57 municípios gaúchos (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 681.771 habitantes, o que corresponde a 6% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes).

Desses, 35 municípios (183.582 habitantes, 27% da população em bandeira vermelha) podem adotar protocolos de bandeira laranja porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Além disso, do total de 440 municípios em bandeira laranja (10.647.834 habitantes, 94% da população do RS), 225 (1.216.695 habitantes, 11% da população em bandeira laranja) podem adotar protocolos de bandeira amarela.

O mapa definitivo será divulgado pelo governo do Estado na próxima segunda-feira (26), após a análise dos pedidos de recursos de municípios. O mapa valerá a partir de terça (27) e segue até segunda-feira (2).

Aumento no número de novas hospitalizações e de óbitos

Conforme o Executivo estadual, o número de novas hospitalizações confirmadas por covid-19 chamou a atenção da equipe que monitora os indicadores de propagação do coronavírus. Entre as duas últimas semanas, o aumento foi de 21% — de 739 para 897 —, o que repercutiu sobre a elevação de 13% de internados em leitos clínicos confirmados com covid-19. O número de óbitos cresceu 11% entre as duas últimas semanas, subindo de 213 para 236.

No entanto, as internações por síndrome respiratória aguda grave em UTI tiveram queda de 7% e houve relativa estabilidade dos confirmados com covid-19 em UTI (aumento de apenas 1%), segundo o governo.

Mesmo contabilizando os pacientes internados por outras causas, ocorreu queda no número de leitos de UTI ocupados.

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