O isolamento social está afetando não só a saúde emocional de crianças e adolescentes, mas também a física. Ficar mais tempo em casa pode estar impactando o nível de vitamina D no organismo do seu filho.

“A vitamina D funciona um pouco diferente em crianças e adultos. No adulto, ela ajuda basicamente na calcificação óssea e no equilíbrio do sistema nervoso central. Na criança, além disso, tem influência na forma como acontecerá a ossificação, o que evita uma doença antiga conhecida como osteomalacia (enfraquecimento e desmineralização dos ossos)”, afirma Mario Kedhi Carra, médico-endocrinologista e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

E qual a relação do isolamento social com a vitamina D? O ponto central é a falta ou a diminuição de exposição ao sol que vem com ele. Os raios solares têm papel fundamental na ocorrência da hidroxilação, processo químico que converte a vitamina D em D 3, ou colecalciferol, que é a forma como ela trará benefícios para o corpo.

Por que a vitamina D é importante?
Além da formação e da manutenção da saúde óssea, há pesquisas que relacionam a vitamina D com outros benefícios. “Existem vários estudos importantes que constataram outras funções como imunidade e prevenção de doenças como diabetes e asma”, afirma Louise Cominato, endocrinologista pediátrica presidente do Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

O que Louise tem visto nos consultórios é que, com a falta de aulas presenciais e de atividades extras, as crianças estão se expondo menos ao sol do que os adultos. Por isso, ela alerta que é importante que os pais assegurem que os filhos tomem de 10 a 15 minutos de sol todo os dias. “Pode ser em uma varanda ou em um quarto, com os vidros abertos, que bata mais sol. O importante é que seja sem filtro solar, até por isso, recomenda-se pouco tempo de exposição”, explica a médica.

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