“A aprendizagem como dilema da educação num contexto de pandemia”, essa, foi a primeira temática analisada no curso de formação de professores que está sendo promovido pelo curso de Pedagogia da Universidade Regional Integrada (URI) – Campus Erechim, destinado aos que atuam em toda região da (Associação dos Municípios do Alto Uruguai (AMAU).

Na abertura do evento que foi realizado de forma on-line, o professor Idanir Ecco, coordenador do curso de Pedagogia, salientou: “Discutir ou debater temáticas da educação qualifica o agir docente. Não basta apenas querer fazer. É necessário saber fazer. Logo, é o conhecimento que deve fundamentar e balizar as iniciativas de todas as áreas de atuação profissional. E de modo especial na área da educação, reafirmo o que Paulo Freire escreveu na obra Educação na Cidade: ‘Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática’. Que esse curso de formação traga elementos para que possamos reflexionar as nossas ações enquanto docentes, enquanto educadores”, frisou.

O diretor acadêmico, professor Adilson Luís Stankiewicz, também destacou a iniciativa:  “A temática da avaliação é extremamente complexa no processo de ensino e aprendizagem. Em tempos convencionais e normais, a avaliação já é difícil e polêmica. Imagine-se em tempo de pandemia. Estamos nos reinventando. Por isso, esse é um tema relevante e importante para este momento. Em relação à instituição, é nossa obrigação, está no nosso DNA, fazer essa interação com a comunidade, principalmente a comunidade regional. Nós somos uma universidade comunitária e regional. Esses momentos de interação com a comunidade são os principais para nós”, destacou.

A primeira conferência foi com a professora Franciele Fátima Marques, encarregada de analisar a temática em questão: “Avaliar em tempo de pandemia requer a retomada de conceitos, um repensar sobre o conceito de sociedade, de homem e de educação, para que, a partir destes, possamos repensar a avaliação da aprendizagem. O momento é atípico e precisamos, para além da preocupação com a aprovação/reprovação, pensarmos no emocional de nossos estudantes e auxiliá-los da melhor forma possível, ofertando acolhimento e amparo a estes e às famílias. Os conteúdos poderão ser recuperados posteriormente, no retorno das atividades presenciais”, analisou a palestrante.

O projeto prevê, ainda, outros três encontros. No dia 27 de novembro, o Reitor Arnaldo Nogaro irá falar sobre “Aprendizagem e comunicação empática na relação professor-aluno”; no dia 9 de dezembro, a professora Jacqueline Raquel Bianchi Enricone vai analisar a “Saúde mental e aprendizagem”; e no dia 14 de dezembro, a professora e coordenadora do Curso de Educação Física, Alessandra Dalla Rosa da Veiga vai falar sobre “Saúde física e aprendizagem”.

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