Na tarde desta terça-feira (24), chegaram ao Hospital de Caridade de Erechim equipamentos da Associação Comunitária Hospitalar de Aratiba (Acha) que irão fornecer suporte às alas covid, tendo em vista o aumento expressivo de internações.

A entidade cedeu respiradores pulmonares, bombas de infusão e monitores multiparamétricos (três de cada), para reforçar a estrutura do HC, especialmente neste momento. Os itens haviam sido adquiridos pela prefeitura de Aratiba, que cedeu à Acha.

O superintendente geral do Hospital de Caridade, Claudiomiro Carus, enalteceu que a instituição já havia feito contato com a Acha há alguns meses para verificar a possibilidade de cedência dos equipamentos. “É muito importante a colaboração de todos, inclusive dos municípios da região, pois também são encaminhados pacientes para serem atendidos nos hospitais em Erechim. Quem tem a possibilidade de auxiliar a cidade polo, é uma atitude louvável”, destacou, citando que já foi feito contato com o município de Getúlio Vargas para buscar o empréstimo de um respirador e já conta com um de Gaurama em funcionamento.

Para o diretor geral do Acha, Lucir de Conto, esse momento requer a colaboração e contribuição de todos. “O hospital regional, de referência para a região 16 em algumas especialidades, não vai se furtar de dar a sua contribuição, entendendo a importância e relevância do momento e da atuação em caráter regional”, destaca Lucir.

No limite
O integrante do Comitê Regional de Enfrentamento ao Novo Coronavírus, Jackson Arpini, afirmou que já estão sendo adotados os Planos de Contingência fase B. “Verificamos um aumento expressivo nas taxas de ocupação dos leitos clínicos, acima de 80%, e leitos de UTI acima de 60%, o que nos coloca na responsabilidade de implantar, caso necessário, outras ações para ampliação da capacidade física instalada”, pontua.

No início do ano o Comitê havia feito um levantamento dos respiradores e outros equipamentos disponíveis nos hospitais regionais, caso surgisse essa necessidade, como parte de um planejamento estratégico. “O momento infelizmente chegou e requer uma ação conjunta”, pontua o coordenador regional de Saúde, Fábio Fantin.

Possibilidade de ampliação
Existe, ainda, a possibilidade de ampliação com a cedência de equipamentos de outras instituições de saúde da atenção terciária, caso a situação se agrave. “Precisamos atuar fortemente na prevenção para que isso não venha a ocorrer, afinal, poderemos ter problemas também com a falta de recursos humanos”, alerta Arpini.

As lideranças de saúde reforçam a preocupação com a velocidade de disseminação e avançando do estágio da epidemia na R16. “Por essa razão precisamos atuar de forma irmanada, integrada e articulada”, afirmam.

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