Foto de ilustração mostra frasco com rótulo de vacina em frente a cartaz de Covid-19 10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Segundo o Ministério da Saúde, pelos estudos observados até agora, não haverá doses suficientes em 2021 pra imunizar a totalidade da população.

O secretário de Vigilância em Saúde da Pasta, Arnaldo Medeiros, salientou que o plano apresentado nesta terça-feira é preliminar e que sua estrutura final dependerá das vacinas disponibilizadas.

— É importante destacar que o plano que está sendo discutido ainda é preliminar e sua validação final vai depender da disponibilidade, licenciamento dos imunizantes e situação epidemiológica de cada região.

Estão sendo analisados pela Anvisa os estudos envolvendo vacinas desenvolvidas pelos laboratórios Pfizer, Astrazeneca (em parceria com a Universidade de Oxford) e Sinovac (em parceria com o Instituto Butantan).

Durante a reunião com o grupo técnico da pasta, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério, Francieli Fantinato, detalhou que a vacinação deve obedecer também critérios logísticos de recebimento e distribuição das doses.

As fases desenhadas pela equipe técnica priorizam grupos, divididos conforme análise de dados internacionais – a partir do Centro de Controle de Doenças norte-americano – e nacionais, com informações que levam em conta nuances epidemiológicas da Covid-19 entre os brasileiros, bem como comorbidades e dados populacionais.

Ao todo, os quatro momentos da campanha somam 109,5 milhões de pessoas imunizadas, em duas doses, como previsto pelos esquemas vacinais dos imunizantes já garantidos pelo Ministério da Saúde – Fiocruz/AstraZeneca e por meio da aliança Covax Facility.

Na reunião, Franciele reforçou que o planejamento de população vacinada e fases é preliminar e pode sofrer alterações, a depender de novos acordos de aquisição de vacinas com outras farmacêuticas, após regulamentação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para se prevenir contra o desabastecimento, o Ministério da Saúde informou que negocia novas aquisições de seringas e agulhas para atender à demanda para vacinação contra o coronavírus. Está em andamento processo de compra de 300 milhões de seringas e agulhas no mercado nacional para aplicação das doses, e outras 40 milhões no mercado internacional. Para a aquisição interna, já foi realizada pesquisa de preços e emissão de nota técnica para elaboração do edital de compra.

O Brasil já possui garantidas 142,9 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 por meio dos acordos Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões) e Covax Facility (42,5 milhões). No mês passado, o Ministério da Saúde sediou encontros com representantes dos laboratórios Pfizer BioNTech, Moderna, Bharat Biotech (Covaxin) e Instituto Gamaleya (Sputnik V), que também possuem vacinas em estágio avançado de pesquisa clínica, para aproximação técnica e logística.

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