O Comitê Regional de Atenção ao Coronavírus da AMAU monitora a Região 16, através da Plataforma Regional de Monitoramento (PRM). A R16 é uma das 21 regiões que são avaliadas pelo Sistema de Distanciamento Controlado do RS, para efeitos da epidemia do novo coronavírus.

Nas duas últimas semanas o modelo deliberou para a nossa região bandeira vermelha, o que significa, pela metodologia aplicada, alto risco.

Vários fatores estão contribuindo para essa classificação, como o aumento expressivo de casos novos de Covid, elevação das taxas de ocupação de leitos hospitalares e surgimento, infelizmente, de novos óbitos.

O Estado avalia 11 indicadores para aferição da média ponderada. Na última avaliação recebemos a média ponderada de 2,34, acima de Palmeiras das Missões (2,16) e de Passo Fundo (2,03) e, ambas pertencentes a mesma macrorregião, e dos onze (11) indicadores recebemos oito (08) classificação de bandeira preta (altíssimo risco).

Um dos indicadores que nos chama a atenção é a elevação do número de óbitos, decorrentes, é claro, do expressivo número de casos ativos. Atualmente, segundo o último boletim regional, a Região 16 possui 1.012 casos ativos e contabiliza 79 óbitos.

ÓBITOS

Verificando os dados da PRM, observamos que o primeiro óbito na região ocorreu em 05/05. Desta data até os dias atuais, a região apresenta 79 óbitos, oriundos de 16 municípios.

Constatamos que de 05/05 a 03/11 a região apresentou 61 óbitos por Covid, de um total de 79. Contudo, de 04/11 a 02/12, num hiato de tempo de 29 dias, surgiram 18 novos óbitos, o que corresponde a 22.78% do total de óbitos da região.

Esse dado nos preocupam, e muito, por se tratar de vidas humanas. “O aparecimento de óbitos é decorrente do expressivo número de casos ativos, fato que vem ocorrendo na nossa região desde meados de outubro, quando ascendemos de 48 para mais de 1000 casos ativos”, coloca Jackson Arpini, integrante do comitê regional.

AVALIAÇÃO

Precisamos reverter esse cenário preocupante que caminha para crítico. “Por se tratar do coronavírus, só a adoção das medidas preconizadas vai apresentar resultados efetivos, principalmente no que diz respeito a evitar a aglomeração de pessoas. Nossos indicadores continuam sinalizando que a contaminação está ocorrendo em pessoas com idade abaixo de 50 anos, que muitas vezes levam o vírus para sua residência e propiciam a sua disseminação em encontros, festas, reuniões e aglomerações”, pontua Arpini.

Dos últimos 1.445 casos confirmados de contaminação por Covid, que ocorreram de 11 a 25/11, tomando como fonte oficial o Ministério da Saúde, Sivep Gripe, 68,30% foram de pessoas abaixo de 50 anos. “Fica um apelo para essa faixa etária, para que evite as aglomerações, considerando que o cenário está ficando crítico”.

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