O presidente da Famurs, Maneco Hassen, participou na tarde desta quinta-feira (28) da abertura do Encontro RS Cidades. O evento, promovido pela Federação em parceria com o governo do Estado do Rio Grande do Sul, prevê uma série de seminários para tratar sobre os impactos da pandemia e soluções para as áreas de saúde, educação e segurança pública. Em sua manifestação, Maneco ressaltou as dificuldades que serão enfrentadas pelos novos gestores.

Segundo Maneco, os seminários fazem parte dos trabalhos e diálogos que estão sendo construídos entre a Famurs, os municípios e o governo do Estado em um momento de crise e de troca de gestores. “A situação que estamos passando nos obriga a trabalhar cada vez mais unidos, procurando alternativas e soluções para algo que nenhum de nós nunca enfrentou e jamais imaginou enfrentar”, afirmou.

O presidente da Federação também ressaltou que os novos prefeitos além de terem um período de transição reduzido, tendo que enfrentar as consequências da pandemia, devem ter mais dificuldades em 2021, devido à queda de receitas e a falta de previsão orçamentária por parte do governo federal para os auxílios emergenciais. “Esta ampliação das dificuldades por conta da falta de auxílio vai refletir diretamente nas prefeituras, porque se amplia a busca por serviços públicos na saúde, na educação, na assistência social. Não ter auxílio para as empresas é um fator que tira capital de giro, aumenta o desemprego e circula menos recursos na economia. Não ter o auxílio emergencial para os municípios e Estados também inviabiliza uma série de investimentos necessários neste momento: contratação de mão de obra, compra de equipamentos, ampliação de atendimento”, justificou Maneco. “Não tenho dúvida, será o mandato mais difícil das últimas décadas”, declarou.

Para Maneco Hassen, será preciso que os prefeitos trabalhem suas gestões com muito diálogo e com troca de informações, que são objetivos do Encontro RS Cidades. “Que os novos colegas prefeitos e prefeitas e suas equipes participem, na semana que vem, dos cinco seminários regionais, tirem suas dúvidas, deem sugestões sobre esses temas que são do nosso dia a dia, para que a gente possa qualificar a nossa atenção e nossa batalha contra a pandemia”, finalizou.

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