Acordar e ver vários fios no travesseiro, perceber a enorme quantidade de cabelo que cai durante o banho ou simplesmente constatar os fios que caíram após pentear o cabelo são situações que assustam e tiram o sono de qualquer um. Segundo a dermatologista Lívia de Andrade Bessa, do Centro Dermatológico Giovanni Bojanini, é normal perder de 100 a 150 fios durante o dia. Mas em algumas épocas do ano, como o outono – que começou há uma semana –, essa queda pode ser maior e chegar até (pasmem!) cerca de 600 fios por dia.

A queda dos fios é parte natural do ciclo de vida dos cabelos, que consiste em fases de crescimento (denominada fase anágena e tem duração de 2 a 4 anos, podendo durar até 8 anos), repouso (também chamada de fase catágena, tem duração média de 3 semanas) e queda (constitui a fase telógena, que tem duração de 3 a 4 meses).

Este tipo de queda bastante comum é conhecida como eflúvio telógeno e pode durar de 1 a 3 meses. O termo telógeno refere-se a fase de queda do cabelo, então o que ocorre que os fios já estavam prontos para cair, mas ao invés de caírem aos poucos, caem de forma excessiva.

Relação queda x clima
Com a chegada do outono/inverno, cai a incidência de luminosidade e as temperaturas ficam cada vez mais baixas. Com menos horas de sol as células produtoras de melanina produzem menos deste pigmento, diminuindo a cor e o brilho dos cabelos. Além disso, as pessoas tendem a se proteger do frio e acabam evitando o contato com os raios solares.

Para piorar, nesta época há aumento da temperatura da água do chuveiro e isso promove alterações tanto na estrutura dos fios de cabelos como no couro cabeludo. Os cabelos se tornam mais frágeis e quebradiços e a couro cabeludo fica mais oleoso. Para compensar estes fatos, ocorre um abuso no uso de secadores de cabelos, cremes e leave in que podem provocar irritações no couro cabeludo.

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