Dia do Churrasco e do Chimarrão fortalece cultura gaúcha

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O prato típico e a bebida símbolo do Rio Grande do Sul são celebrados no dia 24 de abril. O “Dia do Churrasco e do Chimarrão” foi instituído pela Lei Estadual nº 11.929, de 20 de junho de 2003, salientando a lei anterior (Lei nº 7.439/1980) que define a erva-mate Ilex paraguariensis a árvore símbolo do Estado.

Para fortalecer a cadeia produtiva da erva-mate, foi criado, em 2017, o Programa Gaúcho para a Qualificação e Valorização da Erva-Mate. O objetivo é estimular o melhoramento genético dos ervais gaúchos, obter capacitação, assistência técnica de boas práticas agrícolas na produção de erva-mate, produzir renda e qualificar a produção. O público alvo do Programa são os atores da cadeia produtiva da erva-mate, formado pelos agricultores, tarefeiros e viveiristas, além dos industriais que beneficiam a matéria prima para a fabricação de produtos à base de erva-mate.

A meta da Emater/RS-Ascar é capacitar 90 técnicos em boas práticas agrícolas de produção de erva-mate e 40 técnicos e 20 fiscais municipais de saúde em boas práticas de fabricação, e oferecer Assistência Técnica para indústrias ervateiras, capacitando 180 trabalhadores das indústrias em boas práticas de fabricação, além de técnicos em associativismo e cooperativismo. Também está prevista a implantação e o monitoramento de 30 Unidades de Referência Técnico-social, distribuídas nos cinco polos ervateiros: Planalto/Missões, Alto Uruguai, Nordeste, Alto Taquari e Vale do Taquari.

Com vistas à certificação de produto, serão prestados serviços de Certificação da Qualidade do Processo de Produção de Erva-Mate para 22 indústrias, e capacitados técnicos e agricultores para resgatar, multiplicar e distribuir material genético de ervais nativos remanescentes desses cinco polos ervateiros. “Vamos ainda acompanhar a implantação de um banco de germoplasma para conservação e multiplicação de material genético desses ervais”, destaca o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura.

Cultivada por cerca de 8.400 produtores em 219 municípios gaúchos, que somam 30.896,50 hectares, a erva-mate é encontrada em diferentes graus de prioridade nessas propriedades e é produzida a partir de sistemas extrativistas em florestas nativas, em sistemas agroflorestais e até mesmo a pleno sol.

Com duração de cinco anos, o Programa se estenderá até 2021, podendo ser mantido como uma política pública permanente para o Estado.

“Temos certeza de que vamos garantir o aumento da renda dos agricultores e viveiristas, vamos incentivar a legalização e a certificação de indústrias, incrementar ou fortalecer grupos, associações ou cooperativas de agricultores, e organizar e fortalecer toda a cadeia produtiva da erva-mate”, finaliza Moura.