Emater/RS-Ascar fomenta cultura da mandioca no Alto Uruguai

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O Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Erechim tem trabalhado no sentido de divulgar e dispersar na região do Alto Uruguai material genético de mandioca com características de  alta produtividade, baixo tempo de cozimento e melhor paladar. Nesse primeiro momento, 15 municípios da região receberam ramas para multiplicar os novos materiais.

Em duas unidades de observação implantadas na região, onde os materiais desenvolvidos pela Epagri (Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina) foram cultivados, a produtividade variou de 28 a 48 toneladas por hectare de raízes e o cozimento necessitou de tempo entre 10 a 19 minutos de fervura. Produtividades altas e baixo tempo de cozimento aliados a um paladar agradável são as características que motivam o trabalho, avalia o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional em Organização Econômica da Emater/RS-Ascar, Carlos Angonese. “Uma economia de 8 a 9 minutos no tempo de cozimento pode ser um fator que leve a dona de casa a optar por uma variedade de mandioca descascada em detrimento de outra”, complementa.

A Emater/RS-Ascar obteve junto à Epagri dez variedades de mandioca. As mudas serão distribuídas para os escritórios municipais da região do Alto Uruguai, que irão repassar para os produtores, juntamente com recomendações técnicas para o cultivo. O material irá colaborar com a diversificação das propriedades, na alimentação de subsistência das famílias e também como forma de abastecer as diversas agroindústrias implantadas na região, com matéria prima que se adapte às diferentes condições de solo e clima, produtivas, com boas características de cozimento e paladar.

A Emater/RS-Ascar pretende dar continuidade às avaliações destes cultivares e proporcionar a troca de materiais entre agricultores, uma vez que alguns intermediários estão vendendo na região as mudas a um custo de R$ 10,00 a rama, alerta Angonese. “Sugerimos aos agricultores que aguardem um pouco mais, de forma que a multiplicação possa atender a um número maior de agricultores, evitando-se estes custos abusivos”.