Entenda a composição do preço da gasolina e o que diz a Petrobras

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A Petrobras passou a divulgar a partir desta segunda-feira (19) os preços médios que cobra nas refinarias para a venda de gasolina às distribuidoras, e informou que fica com cerca de 28% do total que os consumidores pagam por litro nas bombas. O preço da gasolina subirá a partir desta terça-feira (20) para R$ 1,5148 nas refinarias, o que corresponde a uma alta de 1,82% em relação ao valor de R$ 1,4877, em vigor desde o dia 17.

Em comunicado, a Petrobras afirma que os reajustes feitos pela companhia desde o final de 2016 no preço da gasolina nas refinarias foram responsáveis por cerca de 1/6 (o equivalente a 17%) do aumento médio verificado nos postos, indicando que não é a maior responsável pela alta sentida pelos consumidores.

“Segundo os dados da ANP, o preço médio da gasolina em outubro de 2016 – quando foi adotada a nova política de preços da Petrobras – era de R$ 3,69 por litro. Em fevereiro de 2018, havia subido para R$ 4,23 o litro. Houve, portanto, uma variação de 54 centavos. Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 9 centavos, ou seja, um sexto do ajuste total”, afirmou a estatal.

 

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina nos postos ficou em R$ 4,212 na semana encerrada no dia 10, registrando a primeira queda em 14 semanas. No acumulado de 2018, o preço médio da gasolina nas bombas acumula alta de 2,75%, após ter subido 9,16% em 2017.

Desde outubro de 2016, a Petrobras vem praticando uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional de combustíveis. Em julho do ano passado, a empresa começou a reajustar os valores quase que diariamente, em busca de maior agilidade na variação dos valores, de forma a também competir de maneira mais eficiente com importadores.

 

Fonte: G1

Via: Jornalismo Rádio Aratiba