Glúten realmente faz mal?

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Em um momento em que muito se fala do glúten, inclusive que alimentos sem glúten são mais saudáveis, vale entender porque muitas pessoas restringem essa proteína da dieta.

Doença celíaca
A doença celíaca nada mais é do que uma intolerância à proteína encontrada no trigo, aveia, centeio (cereal usado para fabricação de pães, whisky e vodca) e cevada, chamada de glúten. Por isso, pessoas celíacas não podem comer nada do que é feito com esses ingredientes, como cerveja, massas e bolos.

A doença celíaca não tem cura e pode ser diagnosticada pelo exame de sangue. Se não banido do cardápio, o glúten pode ocasionar grandes desconfortos aos celíacos, como diarreia, vômitos, desnutrição, infertilidade e até câncer de intestino.

Dieta sem glúten para não celíacos
Agora, se você não é celíaco, fica a seguinte pergunta: é melhor retirar o glúten da dieta ou não tem nenhum problema se não há intolerância?

Atualmente, ingerimos alimentos com glúten desde a infância até a velhice, várias vezes por dia. Por exemplo: pães no café da manhã, massa no almoço, torradas no café da tarde, pizza no jantar.

Por ser uma proteína de difícil digestão, com alta capacidade alergênica, esse alto consumo pode ser prejudicial ao longo da vida. Por isso, o ideal é que se reduza o consumo de alimentos com glúten, além de fazer um rodízio com outras fontes alimentares livres dessa proteína, como farinhas de arroz, de milho, polvilhos, substituir o pão pela tapioca, consumir mandioca, batata-doce, entre outros. Atualmente, já é possível encontrar diversas opções de produtos sem glúten, como massas, pães, biscoitos e torradas, que podem substituir as opções convencionais.

É importante ressaltar que uma alimentação variada livre de glúten não tem como objetivo principal a perda de peso, mas reduzir os riscos de enxaquecas e problemas autoimunes, inflamatórios e intestinais, entre outros.