IGP confirma morte por afogamento e descarta fraturas em caso de menino encontrado no rio Teixeira

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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) divulgou nota, nesta terça-feira (2), na qual esclarece que o menino Guilherme da Silva Andrade, de 12 anos, morreu por afogamento no rio Teixeira, que divide os municípios de Ipiranga do Sul e Sertão, no Norte do Rio Grande do Sul. Relatos davam conta de que a criança tinha sido atacada por uma cobra, mas não foram encontrados elementos que comprovem essa possibilidade. O animal também não foi localizado.

O menino brincava com amigos quando desapareceu. Familiares registraram ocorrência, e as buscas foram iniciadas. O corpo foi achado no rio, na segunda-feira (1º). Ele foi velado na Capela Mortuária da Planaltina, e sepultado no final na manhã desta terça no Cemitério Jardim da Colina.

No exame de necropsia realizado pelo posto médico legal de Passo Fundo, no Norte do estado, foram encontrados sinais internos de asfixia, sinais de afogamento, “os quais dão elementos para afirmar que a morte foi devido à asfixia mecânica por afogamento”, destaca a nota.

Também não foram encontrados fraturas nos membros da criança, nem outros sinais que pudessem confirmar a hipótese de ataque de cobra, conforme os relatos. “Por fim, foi coletado um fragmento de pulmão para pesquisa de plâncton, exame confirmatório de afogamento”, finaliza o comunicado.

O Corpo de Bombeiros de Getúlio Vargas, responsável pela área, pediu que o trânsito fosse evitado na área onde a criança se afogou no domingo (31). No entanto, as buscas, realizadas pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar não localizaram indícios da presença da cobra.

As buscas são realizadas por conta do testemunho de um parente da criança e relatos de moradores da região, que afirmam que um habitante trouxe as cobras de outro estado há aproximadamente há 20 anos, e que as criava em seu açude, que veio a se romper, levando os animais ao rio Teixeira.