Mais de 100 mil brasileiros morrem, anualmente, vítimas de infecções hospitalares

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Tida como uma das principais preocupações de médicos e pacientes, as infecções hospitalares, causadas por vírus e bactérias, são as responsáveis por 100 mil mortes de brasileiros todos os anos, segundo levantamento realizado pela Associação Nacional de Biossegurança, em 2011.

São consideradas infecções hospitalares qualquer tipo de infecção adquirida após a entrada do paciente em um hospital ou após a sua alta quando essa infecção estiver diretamente relacionada com a internação ou procedimento hospitalar, como, por exemplo, uma cirurgia.

Normalmente, os microrganismos que desencadeiam essas infecções são na maioria dos casos, mais resistentes aos antibióticos, já que os pacientes que desenvolvem as infecções receberam grande quantidade de medicamento por muito tempo, ou estiveram internados na UTI. O fato de serem mais resistentes, porém, não significa que sejam mais agressivas em termos da lesão que podem causar. São mais difíceis de tratar, porque existem menos opções de remédios para combatê-las.

A principal causa dessas infecções está no toque das mãos não higienizadas corretamente, em pacientes com imunidades baixas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as infecções hospitalares atinjam 14% dos pacientes internados no país e que cerca de 70% dos casos podem ser evitados com uma medida simples: higienizar corretamente as mãos.

De acordo com o último informativo de Controle de Infecção Hospitalar, divulgado pela Secretária de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, em maio do ano passado, em 2014 foram notificados 12.620 casos de infecção hospitalar em todo o Estado. Desse total 24% foram referentes à infecção por microrganismos multirresistentes.