Mais de 40 categorias de servidores públicos aprovam greve no RS

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Mais de 40 categorias do funcionalismo público do Rio Grande do Sul aprovaram uma greve de três dias em assembleia realizada no início da tarde desta terça-feira (18), em Porto Alegre. As categorias protestam contra o parcelamento de salários e outras medidas adotadas pelo governo gaúcho para combater a crise financeira.

A paralisação foi aprovada em assembleia unificada realizada no Largo Glênio Peres, no centro da capital. Segundo estimativa da Brigada Militar, cerca de 30 mil pessoas participam do ato. Do local, os servidores iniciaram uma marcha até as imediações do Palácio Piratini, a sede do governo gaúcho, e da Assembleia Legislativa, onde pretendem entregar um documento aos deputados.

Os servidores, que realizaram um dia de paralisação no dia 3 de agosto em todo o estado, são contrários às medidas do governo na tentativa de conter a crise no estado, entre elas o parcelamento dos salários de julho. Os vencimentos seriam pagos em três parcelas, mas o Palácio Piratini decidiu quitar a folha antes do prazo e atrasar o pagamento da parcela da dívida com a União.

A greve dos funcionários públicos inicia nesta quarta-feira (19) e vai até sexta-feira (21). Os servidores também decidiram que, caso ocorra um novo atraso nos salários no dia 31 deste mês, uma nova paralisação, desta vez de quatro dias, será realizada no dia 1º de setembro.

Pela manhã, várias categorias fizeram assembleias isoladas. O Centro dos Professores do Estado (Cpers-Sindicato) reuniu milhares de filiados no Ginásio Gigantinho. De lá, eles saíram em marcha pelas avenidas Padre Cacique e Praia de Belas até o centro da cidade. Já os policiais civis se reuniram em frente ao Palácio da Polícia, onde também realizaram uma assembleia. Após o ato, saíram em caminhada com outras categorias da segurança.

Serviços serão afetados
A mobilização dos servidores vai afetar a prestação de alguns serviços no estado, muitos deles essenciais, como segurança e educação. Segundo o Cpers, não haverá aula nas escolas estaduais até sexta-feira.

Desde 3 de agosto, algumas instituições já adotavam turno reduzido. Por conta das mobilizações desta terça, a maioria das escolas estaduais não recebeu estudantes pela manhã. No Colégio Júlio de Castilhos, um dos maiores de Porto Alegre, cartazes foram fixados nas paredes e portões.

Também não teve aulas nas escolas de Bagé, na Campanha. De lá saíram cerca de 100 professores para participar das assembleias na capital. Do Norte do estado saíram ainda mais: cerca de 600 professores embarcaram, de madrugada, em 15 ônibus. Mais da metade das escolas estaduais de Passo Fundo ficaram fechadas total ou parcialmente.

A maioria das escolas públicas de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, também não abriu. Na escola Ernesto Alves de Oliveira, três professores foram dar aulas. Mas apenas dois deles tiveram para quem ensinar, já que alunos de apenas uma turma apareceram.