Mercado prevê mais inflação em 2016 e retração de quase 3% no PIB

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Na primeira pesquisa realizada pelo Banco Central em 2016, os economistas do mercado financeiro pioraram suas estimativas para a inflação e para o “encolhimento” da economia brasleira, segundo números divulgados nesta segunda-feira (11). O levantamento foi feito pelo banco com mais de 100 instituições financeiras na semana passada e deu origem ao relatório conhecido como Focus.

Após a inflação somar 10,67% no ano passado, a maior em 13 anos, a previsão dos analistas dos bancos é de que ela seja de 6,93% em 2016 – também acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação brasileiro. Na semana anterior, o mercado financeiro estimava um IPCA de 6,87% para este ano. Já para 2017, a previsão do mercado continuou estável em 5,2%.

Na última semana, em carta aberta enviada ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, por conta do descumprimento da meta de inflação de 2015, o Banco Central informou que buscará “circunscrever” o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (abaixo de 6,5%)e, também, fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.

Produto Interno Bruto
Para o PIB de 2016, o mercado financeiro passou a prever uma contração de 2,99%, contra a estimativa anterior de uma queda de 2,95%. Esta foi a 14ª queda seguida na previsão do mercado para o PIB do próximo ano.

Como o mercado segue estimando “encolhimento” do PIB em 2015 (-3,73%, a maior em 25 anos). Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem início em 1948.